Venha para a Spotlights - A Escola dos Artistas
 
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18 de agosto de 2013 (Domingo)
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 Spotlights High School

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Jasmine Pierce
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MensagemAssunto: Spotlights High School   07.02.13 17:13



BY: ANNA; POST: SINOPSE DA FIC; NOTES: PEGANDO EMPRESTADO OS PERSONS, OK?
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Hoje em dia, tudo que as pessoas comuns querem é a fama. Ver o rosto estampado nas capas de revistas, ter milhares e milhares de fãs no mundo inteiro, ter muito dinheiro... todos acham que ser famoso é a chave para a felicidade.

E é para isso que a existe a Spotlights High School. Uma das mais conceituadas escolas de todo o mundo, a Spotlights é especializada em formar talentosos jovens que sonham em ser artistas.

Num mundo onde tudo que importa são as aparências, a Spotlights é dominada por um grupo de garotos e garotas lindos, ricos e populares. São poucos os que ousam questioná-los e menos ainda os que sobreviveram para contar a história. Mas novos alunos estão chegando e eles vão fazer de tudo para mudar a situação da escola...
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   08.02.13 17:42



BY: ANNA; POST: PRIMEIRO CAPÍTULO; TITLE: A CUP OF COFFEE
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O despertador tocou às seis da manhã em ponto. Mas de nada adiantou, pois Jasmine já estava acordada. Era sempre assim no primeiro dia de aula. Estava ansiosa, não podia negar. A garota não sabia por que estava assim, afinal, era apenas mais um ano de escola. Tudo bem, seu último ano. Mas aquilo não era nenhum motivo para ficar nervosa. E foi com esse pensamento que ela se levantou da cama e começou a se arrumar. Jogou alguma água no rosto e, após fazer a higiene matinal, tomou um demorado banho de banheira. Já havia escolhido sua roupa há dias. Vestiu-se, maquiou-se e depois de pegar sua bolsa, desceu para tomar o café.

Jas desceu as escadas, ligeiramente esperançosa. Os pais, como sempre, não estavam lá. Sempre saíam muito cedo para trabalhar. Jas não pôde deixar de ficar um pouco triste com isso. Por um instante, pensou em todos os outros estudantes, que há essa hora deveriam estar saindo para a escola, com um “Boa Sorte” ou um “Eu Te Amo!” dos pais. Havia anos desde a última vez que Jas ouvira alguma daquelas frases saindo da boca dos seus pais. Mas a garota logo se recompôs. Tinha ótimas amigas, um namorado lindo, todo o dinheiro que precisava e era a garota mais popular do seu colégio. Quem precisava de mais? Uma das empregadas veio perguntá-la o que queria comer. Jas encarou a mesa vazia.

– Esqueça. – disse a garota, voltando à habitual pose arrogante e autoritária. – Paro em algum lugar no caminho.

Ela pegou as chaves do carro e foi até a garagem. Seu carro novo a esperava lá. Ela entrou, girou a chave na ignição e saiu. Dez minutos depois, estava estacionando o carro na sua vaga habitual, no estacionamento da Spotlights High School. Jasmine saiu do carro. Caminhou com elegância, sem se dar ao trabalho de responder a todas as pessoas que lhe cumprimentavam. No pátio, sentadas no banco debaixo da árvore, conversando alegremente, estavam suas amigas: Isabella, Brittanny e Gwen. Jas caminhou até elas. Quando as garotas a viram, se levantaram do banco. Jas as abraçou.

– Como foram as férias? – perguntou Jas.

– Incríveis! – disse Gwen. – Paris é linda nessa época do ano!

– Paris é linda, em qualquer época do ano, Gwen. – disse Britt. – As minhas também foram maravilhosas. Istambul é a cidade mais linda que eu já conheci!

– Isso porque você nunca conheceu Roma! – disse Bella. Ela se virou para Jasmine. – E você, Jas, para onde foi?

– Passei o verão inteiro em Londres. – respondeu a garota. – Ia para Amsterdã com os meus pais, mas... Decidi ficar na Inglaterra, mesmo. – Jas deu de ombros, mas sem conseguir conter uma expressão sonhadora. Bella a encarou, como se soubesse de algo que ela não tinha contado, mas não disse nada. O que quer que fosse, ela achou melhor não comentar. Nenhuma das garotas disse nada, até que Gwen decidiu quebrar o gelo.

– Vamos indo? Temos que pegar nossos horários! – disse a garota. As outras três a olharam como se ela tivesse acabado de revelar que tinha uma doença contagiosa. Ela então completou: – E eu ainda não dei uma olhada nos garotos novos...

As garotas riram e foram em direção a secretaria. A fila estava enorme, mas as garotas se dirigiram direto para o início. O primeiro da fila era um garoto loiro, de olhos castanhos. Nenhuma das garotas se lembrava o nome dele, mas quem se importava?

– Você se importa se passarmos na sua frente? – disse Gwen, sedutora, do jeito que sempre fazia quando o assunto eram filas. Ouviram-se reclamações vindas do fim da fila.

– C-claro q-que n-não... – gaguejou o garoto. As pessoas que estavam atrás dele vaiaram, mas nenhuma das garotas ligou.

A secretária chamou o próximo e as garotas foram, uma a uma, pegando seus horários. Depois que todas haviam sido atendidas, elas saíram. Gwen mandou um beijo para o garoto loiro, dizendo silenciosamente que ele ligasse para ela. As garotas caminhavam confiantes quando algum distraído acabou esbarrando nelas. A garota, de cabelos muito vermelhos e olhos azuis, carregava um copo de café que acabou respingando na blusa que Jasmine usava.

– Sua idiota! Olha o que você fez! – gritou a loira, furiosa.

– Desculpe... – disse a ruiva, sem entender o porquê de tanto alvoroço. Afinal era apenas uma blusa...

– Pedidos de desculpas não vão tirar essa mancha de café da minha blusa novinha! – disse Jasmine, oscilando entre a raiva da garota e o desespero pela sua blusa favorita.

– Calma, é só uma blusa... Não vai morrer por causa disso. – a garota respondeu, já começando a se irritar. Ela odiava garotas como aquela, patricinhas arrogantes e estúpidas. Isabella, Brittanny e Gwen a encararam, chocadas.

– Não é uma blusa! – disse Jasmine, decidindo-se pela raiva. Como aquela garota ousava fazer uma coisa daquelas e depois agir como se nada tivesse acontecido. A loira respirou fundo e tentou se controlar. – É uma Chanel original. Custa mais do que você.

– Não muda o fato de que é uma blusa como outra qualquer. – a ruiva deu de ombros.

– Escuta aqui, garota... Quem é você, mesmo? – Jasmine lançou-lhe um olhar de desprezo.

– Eileen Fletcher

– Tá legal, Eileen. Escuta aqui! Não pense que eu vou deixar por isso mesmo. Fique longe do meu caminho, ouviu?

E dizendo isso, saiu marchando, seguida de suas amigas. Eileen ficou lá. Apenas observando as garotas irem embora.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   09.02.13 19:42



BY: ANNA; POST: SEGUNDO CAPÍTULO; TITLE: LIES
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As garotas seguiram Jasmine até o banheiro, tentando acompanhar seus passos rápidos, furiosos e desesperados. A garota tirou um lenço da bolsa e o umedeceu com a água da pia, esfregando fervorosamente nos pingos de café da blusa.

– Jas, não dá pra limpar isso outra hora? – perguntou Brittanny. – O sinal já vai bater e vamos acabar nos atrasando!

– De jeito nenhum! – disse Jasmine. – Não posso aparecer em público assim! Mas podem ir se quiserem, eu não me importo.

As garotas se entreolharam, mas nenhuma delas se atreveu a dar um passo para fora do banheiro. Jas podia dizer que não se importava, mas na verdade se importava, sim, e muito. A loira continuou esfregando a blusa, em silêncio.

– Vocês duas podem ir. – disse Isabella, para Gwen e Brittanny. – Eu fico aqui com ela.

– Tudo bem, se você diz. – disse Gwen, dando de ombros. Ela e Brittanny saíram do banheiro. Jasmine continuava a tentar tirar as manchas da blusa, agora quase invisíveis, mas não aos olhos dela. Bella checou o banheiro, para ter certeza de que não havia ninguém lá, antes de começar a falar.

– Tudo bem, Jas. Não precisa mentir para mim. – começou a morena. Jas parou de esfregar a blusa por um minuto, para encará-la, confusa, mas logo voltou ao trabalho. – Agora me diz o que você realmente fez nas férias?

– Não sei do que está falando. – disse a loira. – Eu já disse. Eu passei as férias em Londres. Não é mentira. Eu postei as fotos no meu Facebook ontem à noite.

– Jas, não tem como você esconder nada de mim. Somos amigas desde o jardim de infância. Eu te conheço melhor do que você mesma. Você nunca recusaria uma chance de passar mais tempo com seus pais. – Bella deu uma pausa para pensar. – Foi um garoto, não foi?

– O quê? Isso não faz o menor sentido. – Jas parou de esfregar a blusa, largando o lenço em cima da pia. A loira examinou a blusa no espelho. Depois se virou para Bella. – Ainda dá pra ver alguma coisa? – Bella suspirou e revirou os olhos, impaciente.

– Não, e não mude assunto. Diga, olhando nos meus olhos que você não ficou em Londres por causa de um garoto. – Jas encarou os olhos castanhos da amiga e suspirou.

– Tudo bem, foi por causa de um garoto.

– Jas! – Bella lhe lançou um olhar reprovador.

– Que foi? Você pediu pra eu dizer a verdade e eu disse!

– Mas você tem um namorado! O Brad, lembra dele? Aquele com quem você namora há dois anos e um dos motivos de toda a sua popularidade! Se ele descobrir...

– Ele não vai descobrir! Ninguém vai. A não ser que você conte. O que você não vai fazer, porque você é a minha melhor amiga, certo? – disse Jas, com seu melhor olhar de cachorrinho. Bella revirou os olhos.

– Tá bom. Mas, mesmo assim, o que você fez não foi certo. Que ideia foi essa?

– Não foi nada demais, eu só... Bom, foi meio que uma vingança. Eu e o Brad tivemos uma discussão horrível no começo do verão. Foi por isso que eu fui pra Londres, em primeiro lugar. E aí eu conheci esse cara e... No começo, eu achei que tinha mesmo rolado alguma coisa entre a gente, mas depois eu percebi que eu só tava fazendo aquilo por causa do Brad.

– Peraí, volta a fita... Uma discussão? Foi por causa disso que você decidiu traí-lo?

– Você não entende, não foi só uma discussão. Foi a nossa pior discussão, desde que começamos a namorar. Se ele não tivesse me ligado e pedido desculpas, acho que teríamos terminado.

– Vocês vão mesmo terminar se ele descobrir que você o traiu!

– Pela última vez, ele não vai descobrir. Pelo menos, eu é que não vou contar. E nem você. Ninguém mais sabe disso além de nós duas.

Bella suspirou, exasperada. Não tinha mais nenhum argumento. E mesmo que tivesse, não iria adiantar. Jasmine podia ser bem teimosa quando queria. A loira ajeitou o cabelo no espelho, como se nada tivesse acontecido. Bella não pôde deixar de ficar um pouquinho irritada. Por que, para Jasmine, tudo que tinha que ser tão fácil?

– Já terminou o seu sermão? – perguntou Jasmine. Bella hesitou, mas fez que sim com a cabeça. – Ótimo! Agora, vamos. Senão, vamos nos atrasar.

As duas garotas saíram do banheiro e foram caminhando em direção a primeira aula do dia. No meio do caminho, porém, alguém as parou.

– Oi, meu amor! – disse Jas, sorridente, para o garoto loiro, de olhos azuis, e atlético, parado em frente às duas. Atrás dele, estava um garoto também atlético e de olhos azuis, mas de cabelos pretos, tentando não encarar o casal.

Brad estava tão charmoso que Bella teve vontade de chorar. E essa vontade só aumentou quando ela o viu beijando Jasmine. Bella não sabia, mas James sentia a mesma coisa ao ver a garota que amava ali na sua frente, beijando um cara que não era ele. E que provavelmente nunca seria. Por um momento ele sentiu raiva de Brad. Raiva não, ódio. “Ela não precisa saber”, ele dissera, “Eu amo a Jasmine e não quero que ela sofra”. Mas James sabia que ele não a amava de verdade. Se amasse não teria feito o que fez. E ele sentiu ainda mais ódio do melhor amigo. Jasmine merecia coisa melhor. Ele riu do próprio pensamento. Melhor como? Como ele? Um cara que sai com uma garota diferente a cada semana, para esconder o que sente e tem medo de admitir? Ele era um covarde. Talvez fosse tão ruim quanto Brad.

– Chega de melação, vocês dois! – disse Bella, torcendo o nariz, interrompendo o beijo do casal e os pensamentos de James. Os dois a olharam de um jeito estranho. Ela justificou: – Vamos nos atrasar para a aula.

E os quatro foram andando para a sala.

---------

– Bom dia, alunos. Meu nome é Adam Martin. Sou o novo professor de Inglês e de Literatura.

Brittanny estava sentada numa das últimas carteiras da sala, quando ouviu essa frase. Matt estava sentado ao seu lado e havia passado o braço por suas costas, num claro sinal de possessividade. A garota não estava prestando atenção, mas ergueu a cabeça quando ouviu a voz do professor. E ficou paralisada quando o viu. Cabelos castanhos, charmosamente bagunçados. Um corpo magro e atlético. Lábios finos, inclinados num sorriso simpático. E os olhos... Ah, os olhos! Castanhos, profundos e tão gentis e sinceros. Por um segundo ela ficou sem ar.

– Britt? – a voz de Matt a trouxe de volta a realidade. Ela murmurou algo como “O que foi?”, ainda um pouco atordoada. – Tá tudo bem?

– Ah... tá, claro que tá... – disse a garota, ligeiramente tonta.

Na carteira ao lado, Isabella conversava com Gwen.

– O que houve com a Britt? Ela tá esquisita... – a morena observava, preocupada, a amiga, que parecia bem confusa, como se tivesse acabado de acordar de um desmaio. Gwen não disse nada, mas Bella continuava esperando a resposta dela. – Gwen? Oi? Você ainda tá aqui? – ela estalou os dedos, mas a garota não reagiu. Ela apenas continuou olhando fixamente para alguém, com uma expressão de raiva. Bella seguiu seu olhar. E o que viu foi justamente uma garota de cabelos loiros e olhos azuis, com uma carinha fofa, conversando com um garoto moreno, de rosto bastante conhecido. – Quem é aquela ali conversando com o Joe?

– Não sei. – dessa vez, Gwen respondeu. – Só sei que não gosto dela. E nem do jeito que ela se veste.

Bella lançou-lhe um olhar estranho, mas não disse nada. Ela tinha essa habilidade, que suas amigas achavam extremamente irritante, de descobrir as coisas antes das pessoas dizerem. Algumas carteiras à frente, uma garota morena de olhos castanhos, tentava conversar com o garoto loiro de olhos azuis profundos que estava ao seu lado, sem que o professor percebesse.

– Vai lá falar com ela, Jake! – disse a garota, entre dentes, indicando, sem se preocupar em ser discreta, uma garota de pele muito branca, cabelos muito pretos e olhos muito azuis, que anotava tudo que o professor escrevia no quadro.

– Sem chances, Court! – disse ele, começando a ficar impaciente.

– Qual a pior coisa que pode acontecer? – Courtney não desistiria até ver seu amigo conversando com a garota.

– Ela pode recusar! – disse ele. Court revirou os olhos.

– Ou você vai ou eu vou! – disse ela. Jake hesitou. Não sabia qual dos dois seria pior. Ele suspirou, vencido.

– Tudo bem, eu vou.

Courtney se controlou para não bater palmas e soltar um gritinho de aprovação. Não queria chamar a atenção do professor.

– Mas não agora. – ele acrescentou, rapidamente.

Minutos depois, o sinal tocou em algum lugar da escola. Todos os alunos foram saindo aos poucos da sala de aula.

– Vai agora! – disse Courtney e, sem esperar resposta, empurrou Jake na direção da garota. Ele acabou esbarrando nela e derrubando seus livros.

– Desculpe! – exclamou o garoto, se abaixando para ajudar a garota a pegar seus livros. – Minha amiga é um pouco desastrada. – ele se levantou e entregou os livros que havia pegado para a garota com um sorriso. – Sou Jake Devine. E você é?
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   13.02.13 16:50



BY: ANNA; POST: TERCEIRO CAPÍTULO; TITLE: SHE WILL BE LOVED
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Chyler não estava acreditando. Teve que se controlar para não dar um tapa em seu próprio rosto ou se beliscar, só pra ter certeza de que não estava sonhando. Porque ela estava frente a frente com o cara mais bonito que já vira em toda sua vida. Até então, seu primeiro dia de aula estava sendo bem interessante. Mas o garoto, chamado Jake, ainda esperava uma resposta. Chyler demorou alguns segundos para se lembrar disso.

– Ah, sou Chyler. Chyler Parker. Mas pode me chamar de Chy. – disse ela, sorrindo involuntariamente. Ela tentou não encarar aqueles olhos azuis. – Diferente, eu sei. Mas eu até gosto.

– Eu também. – disse Jake, sem pensar. Ele corou, mas não tanto quanto Chy. – Ahn, quer dizer... Quer ir ao cinema hoje depois da aula?

– Ahn, só nós dois? – disse Chy, corando só de pensar na pergunta.

– Ah, não, claro que não... – Jake não pode deixar de ficar um pouco desapontado, o que era no mínimo estranho. Afinal, os dois haviam se conhecido há apenas alguns minutos. Ele completou: – A Court vai com a gente! – ele indicou a garota, que estava alguns passos atrás deles.

– Ah... – Chyler sorriu, mas também estava um pouco desapontada. – Vamos, claro!

Alguns passos atrás, Courtney tentava ouvir a conversa dos dois. Estava tão absorta em sua tarefa que nem percebeu que havia pisado no pé de alguém. E se essa pessoa não tivesse soltado um audível “Ai!”, ela nem teria se importado.

– Ah, me desculpe, eu pisei no seu pé! – disse a morena.

– Tudo bem. – disse o garoto. Ela ergueu a cabeça, para encarar a pessoa em quem havia pisado. E ficou paralisada ao encarar aqueles lindos olhos castanhos. Mas apenas por alguns segundos, pois logo em seguida ela já estava falando na velocidade anormal a qual era habituada.

– Oi, meu nome é Courtney Salvatore. Sou nova aqui. E você quem é? É de Los Angeles? Eu sou de Dublin, na Irlanda. Vim pra cá só para estudar aqui e... – ela teria continuado se o garoto não a tivesse interrompido.

– Uou, calma. – brincou ele. Courtney riu, enrubescendo. – Uma coisa de cada vez. Prazer, Courtney. Meu nome é Alexander Summers. Pode me chamar de Alex. Sou de Nova York, do Queens pra ser mais exato. Também vim pra L. A. só pra estudar aqui, na Spotlights. – o garoto sorriu e Courtney achou que ia desmaiar. A garota riu internamente de si mesma. Ela era uma boba! Só conhecera o garoto há alguns minutos. Foi aí que ela percebeu que Jake e a garota que estava com ele, Chy, já estavam chegando ao fim do corredor.

– Eu tenho que ir! – disse ela, como se estivesse se desculpando. – A gente se vê por aí... – ela lançou um sorriso para o garoto e se virou para ir embora. Ela era uma covarde! Pleno século 21 e ela ainda não tinham coragem de chamar um garoto para sair! Foi pensando nisso que ela decidiu mudar de ideia. Girou nos calcanhares e caminhou em direção ao garoto. – Alex, eu sei que a gente mal se conhece, mas... a gente podia sair, qualquer dia desses...

– Ah, claro! – disse o garoto, surpreso pela garota tê-lo convidado e ao mesmo tempo feliz por ela ter feito isso. Ele não tinha muita certeza se conseguiria chamá-la, considerando que era a garota mais bonita que já vira. – Que tal, hoje, depois da aula?

– Perfeito! A gente se vê mais tarde! – a garota se virou para ir embora e foi correndo até os amigos, cantarolando os versos de uma de suas músicas favoritas.

Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Breeze driftin' on by you know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling good


----

Do outro lado da escola, na quadra, Quinn tentava desviar das inúmeras bolas que vinham em sua direção. “Queimado é um esporte tão brutal!”, pensou ela. “É um jogo de neandertais. Quem foi que inventou isso?”. A garota não gostava nada das aulas de Educação Física. Era péssima em todos os tipos de esportes, assim como seu amigo Luke, que dessa vez, por pura sorte, estava no time adversário. Luke estava tranquilo no fundo da quadra, sem mover um músculo, já que as bolas geralmente eram agarradas por alguém antes de chegar nele. “Idiota”, pensou Quinn. Diferente de Luke, que continuava intacto, ela estava completamente suada. Seus cabelos castanhos estavam descabelados e grudados no rosto com o suor. Ela não tinha um espelho, mas tinha uma ideia de sua aparência. Provavelmente estava parecendo uma aberração. Sem que a professora percebesse, Quinn correu disfarçadamente até as arquibancadas e bebeu um pouco de água. Desanimada, ela foi caminhando de volta para o meio da quadra, distraída. Só então ela percebeu que uma bolsa, vinda sabe-se lá de onde, estava indo exatamente na direção dela. Ia atingi-la em cheio no meio do rosto e ainda quebrar alguns dentes. Ela estava paralisada. Isso acontecia com muita freqüência, durante as aulas de Educação Física. A bola estava cada vez mais perto. Quinn colocou os braços na frente do rosto, sem muita certeza de que aquilo a protegeria. Mentalmente, ela fez uma contagem regressiva. 5... 4... 3... 2... 1... nada. Ela abriu os olhos e tirou os braços da frente do rosto. Na sua frente, agarrando a bola, estava uma garota ruiva de olhos azuis meio esverdeados, que Quinn não conhecia. A professora, Carol Murdock, soou o apito.

– 5 minutos! – gritou a Srta. Murdock.

– Obrigada. Quer dizer, por ter me salvado da bolada. – disse Quinn, surpresa, para a garota que a havia salvado. A ruiva sorriu.

– Não tem de quê. – ela estendeu a mão para Quinn. – Sou Alexis Leens. Novata. Pode me chamar só de Lexi.

– Prazer, Lexi. Sou Quinn Mackenzie. Veterana. – Quinn apertou a mão da garota.

– Ah, finalmente achei alguém para me mostrar a escola! – disse Lexi, animada. Quinn, por outro lado, pareceu ligeiramente desconfortável com a ideia.

– Tem certeza? Andar comigo não vai ser nada bom pra sua reputação. – disse ela. – Quer dizer, não sou a garota mais popular daqui.

A morena achou que, com aquela declaração, Lexi provavelmente sairia de perto dela como se ela tivesse acabado de dizer que era portadora de uma doença contagiosa. Para sua surpresa, a ruiva riu.

– Quem disse que me importo?

Quinn sorriu.

– Gosto de você, Alexis Leens.

Em algum lugar da quadra, o apito da professora soou novamente.

– Fim do descanso! Voltem para a quadra! – gritou a treinadora.

Nas arquibancadas, Alyssa observava o jogo, infeliz. Sentia falta de tudo aquilo. De ser uma aluna normal. Não queria ter que ficar sentada nas arquibancadas durante as aulas de Educação física. Queria poder descer na quadra e mostrar para todos os outros alunos o quanto era boa. Mas não podia. Ela observou os alunos. Alguns pareciam estar se divertindo, com sua amiga Jenna. Outros parecia estar sendo torturados. Mas um, em especial, chamou a atenção de Alyssa. Um garoto alto, loiro, de olhos azuis. Ele jogava muito bem. Mas ele percebeu que ela estava olhando. Alyssa rapidamente desviou o olhar, mas era tarde demais. Ele já a tinha visto. Quando ela voltou a olhar para ele, o garoto sorria para ela. Ela corou, mas não pôde deixar de sorrir de volta. Para seu azar, Jenna viu os dois trocando olhares. E, por coincidência, ou não, uma bola a atingiu na perna, no instante seguinte.

– McQueen, para a arquibancada! – gritou a Srta. Murdock, mas nem era necessário. Jenna já havia corrido para o lugar onde Alyssa estava com um sorriso presunçoso no rosto.

– Então parece que Alyssa Owens já achou alguém interessante? – disse ela. Aly desviou o olhar.

– Você foi queimada de propósito! Isso é contra as regras, não é? É trapaça! – disse Alyssa, numa tentativa desesperada de mudar de assunto.

– Nem tente desviar o foco dessa conversa, Lys. Eu vi você trocando sorrisinhos com aquele garoto.

– Não foi nada, tá? Eu só achei ele bonitinho. Só isso. Na minha situação, é quase um crime pensar em ter um relacionamento com alguém!

– Não exagera, Lys!

Ela tinha todo o direito de exagerar. Tudo que estava passando... Nada daquilo era fácil. Tudo que ela conseguia pensar era em tudo que perdera. Tinha fugido de casa. Seu futuro estava arruinado. E tudo aquilo havia começado com uma discussão. Ela se lembrava de cada palavra que havia saído da boca do pai. Se lembrava que sua mãe nem sequer havia aberto a boca para defendê-la. Lembrava de toda a revolta que sentia quando saiu pela janela, para encontrar o namorado. Mas a partir daí, só se lembrava de ter bebido tanto, que nem se lembrava o que acontecera em seguida. Sua próxima lembrança era de ter acordado nua no quarto do garoto, todas as suas roupas espalhadas pelo chão. Ela também se lembrava da discussão que tiveram a seguir. Se lembrava de quando voltou para casa e seus pais nem tinham percebido que ela tinha saído. Se lembrava de quando sentiu enjôo pela primeira vez. E de quando viu o resultado do exame de gravidez. Lembrava-se de quando fugira de casa, de quando chegara à casa de Jenna, de quando tentara ir à clínica de aborto, mas não conseguira. Lembrava-se de cada detalhe, menos daquela maldita noite. O sinal bateu em algum lugar da escola. Alyssa e Jenna saíram da quadra, junto com os outros alunos. Mas Alyssa sabia que ela não era como os outros alunos. E provavelmente nunca seria.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   15.02.13 17:49



BY: ANNA; POST: QUARTO CAPÍTULO; TITLE: TWO IS BETTER THAN ONE
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Carly e Lionel se separaram no momento em que chegaram na escola. Nenhum dos dois queria que as pessoas soubessem de seu parentesco. Mas nenhum dos dois esperava que fossem se encontrar tanto numa escola tão grande e muito menos que fossem da mesma sala.

Apesar de ligeiramente surpresos e um pouquinho irritados, no primeiro momento, os dois estavam muito ocupados com suas próprias vidas para se importarem com a do outro. Enquanto Lionel tentava impressionar alguns garotos do time de basquete, Carly tentava fazer amigos, apesar de não saber exatamente como começar. Para a surpresa da garota, tudo aconteceu do jeito que ela menos esperava: com um tropeço. Isso mesmo, ela tropeçou na mochila de alguém e acabou caindo em cima de um garoto. Um garoto lindo, para falar a verdade. Cabelos castanhos, olhos azuis, alto e musculoso. Na opinião de Carly, parecia mais um modelo. E os dois acabaram indo ao chão. A garota demorou alguns instantes para perceber que precisava se levantar. E quando o fez, começou a se desculpar loucamente.

– Desculpe, eu sou tão desastrada! Eu estava distraída, sinto muito por ter te derrubado!

O garoto, porém, não parecia bravo. Ao contrário, estava até sorrindo, achando graça na aflição da garota.

– Tudo bem. – ele falou. O garoto estendeu a mão para ela. – Sou Simon Mitchell. Sou novo por aqui. Qual seu nome?

– Ahn... C-Carly. – gaguejou a morena, timidamente. Ela apertou a mão do garoto e tentou controlar a timidez. – Carly Pagniacci. Também sou nova. Prazer, Simon. Então... você é daqui de Los Angeles? – a garota tentou puxar assunto, apesar do nervosismo.

– Ah, não. Eu nasci na Filadélfia, mas moro em Madrid desde os 10 anos. E você, é de onde?

– Eu nasci no Rio de Janeiro, mas também já morei no México e na Itália por algum tempo. – respondeu ela.

Naquele exato momento, a professora entrou na sala de aula.

– Sentem-se todos, por favor! – pediu a mulher. Carly suspirou.

– É melhor eu ir achar um lugar. Ahn... a gente se vê por aí, Simon.

– Claro. Até mais. – ele lançou um sorriso para a garota, antes de se sentar.

A aula correu normalmente, mesmo para um primeiro dia de aula. Ninguém esperava que os professores fossem dar matéria ou passar dever de casa logo no início de semestre, mas – SURPRESA! – foi exatamente o que eles fizeram. Os alunos suspiraram de alívio quando o sinal bateu, indicando a hora do almoço. Lionel fez questão de ser um dos primeiros a sair da sala. Ele andou até o refeitório e entrou na fila. Na sua frente, estava uma garota de cabelos muito vermelhos, pele muito branca e olhos muito azuis, que ele se lembrava de ter visto de relance durante a aula. Era muito bonita. A fila foi andando e chegou a vez da garota de pagar.

– Deu U$ 13,65. – disse a mulher da cantina. A garota pegou a carteira.

– Ahn, mas eu só tenho 10 dólares. – a garota enrubesceu, envergonhada.

– Então, tire alguma coisa. – respondeu a moça. Porém Lionel interveio.

– Não precisa. Eu completo pra você.

– Ah, não, eu não posso aceitar isso. – disse a ruiva, ainda vermelha.

– Eu insisto.

O garoto pegou a carteira e entregou o dinheiro para a mulher. Depois pagou seu próprio almoço. A garota deu um sorriso tímido.

– Obrigada.

– Não tem de quê. – ele foi acompanhando a garota até sua mesa. – Sou Lionel Pagniacci. E você é...

– Lilian. Lilian Evans. Sou nova.

A garota deixou a bandeja em cima da mesa e se sentou. Lionel ia fazer o mesmo, mas ouviu seu nome vindo de algum lugar no refeitório. Ele olhou ao seu redor.

– Aqui! – era a voz de um dos garotos do time de basquete, com quem o garoto estava conversando mais cedo. Lionel fez um sinal para que o garoto esperasse. Ele olhou para Lilian, indeciso. A garota sorriu.

– Vai lá. Ah, e... Obrigada, de novo.

Lionel retribuiu o sorriso e se virou para ir até os garotos. Do outro lado do refeitório, na mesa dos populares, Gwen se ocupava em olhar com raiva para uma mesa próxima. Ou melhor, para quem estava sentada nela: Joseph com um sorriso que ia de orelha a orelha conversava animadamente com uma garota loira, a mesma com quem fora visto mais cedo.

– O que o Joe viu naquela baranga? – era o que a morena repetia sem parar. Os outros reviravam os olhos. Mesmo as garotas, que estavam acostumadas a lidar com todos os problemas de relacionamento umas das outras, estavam começando a se cansar de todas aquelas reclamações de Gwen. Jasmine foi a primeira a se pronunciar.

– Gwen, nós entendemos que você tá chateada, mas despejar seus problemas em cima nós não vai ajudar em nada. – retrucou a loira.

– Exatamente. – foi a vez de Isabella se manifestar. – Além disso, você não pode culpar o citado do Joe por seguir em frente. Desde que descobriu que ele gosta de você, você o trata como se fosse um cachorrinho. Não é surpresa que ele queira seguir em frente.

Gwen fuzilou-a com o olhar. De todas as palavras que existem, aquelas eram as últimas que ela queria ouvir. Brittanny tentou amenizar a situação.

– A questão, Gwen, é que se você não for fazer alguma coisa a respeito, é melhor deixá-lo ir. Como a Bella disse, ele não vai te esperar para sempre.

– Você sabe o que tem que fazer. – afirmou Jasmine, com um sorriso maroto, que Gwen retribuiu.

– Sei... O quê? – a morena parecia confusa. Não que aquilo fosse novidade para as outras. Gwen estava sempre confusa. Jasmine revirou os olhos impaciente.

– Marcar seu território! – exclamou a loira. – Vai lá agora!

– Tem razão! – declarou Gwen, firme. Ela se levantou da cadeira e foi até a mesa onde Joseph e a garota se encontravam. – Ah, Joe você tá aí! Procurei você em toda a parte.

Joe não viu quando Gwen chegou. Ela pareceu simplesmente brotar do chão. Além disso, ele tinha que admitir, não estava lá muito feliz em ver Gwen. E ficou menos ainda, quando a garota, inesperadamente, o beijou. Sim, foi exatamente o que aconteceu. Gwen beijou Joe.

– Joe... – disse a garota loira, timidamente. – Quem é essa?

– Gwen, o que você...? – começou ele, um pouco irritado, mas a morena o interrompeu.

– Eu sou a namorada. – Gwen dirigiu-se à loira, tentando, com sucesso, esconder o desprezo que sentia pela garota. A morena sorriu, simpática. Era tudo falsidade, obviamente. – Meu nome é Gwen. E você é...?

– Sarah. A... amiga. – completou a loira, ligeiramente desconcertada.

Sarah teve vontade de chorar. Como fora idiota! Quer dizer... como ela pudera confiar num garoto que tinha conhecido hoje? Por um instante, ela até tinha achado que talvez ele pudesse estar... realmente gostando dela. Ela sentiu os olhos sem enchendo d’água, mas tentou controlar o choro. Ela não podia chorar ali. Não na frente daquele garoto abominável.

– Ahn... se me dão licença, eu tenho que ir. – murmurou. E caminhou, rapidamente, para o banheiro. Joe, por outro lado, não estava chateado, mas sim completamente furioso. Porque Gwen inventara toda aquela história? Ela vinha deixando bem claro todos aqueles anos que os dois não passavam de amigos. Mas no momento, o mais importante era esclarecer as coisas com Sarah. Joe saiu correndo atrás dela, não sem antes lançar um olhar reprovador para Gwen. A garota agiu como se nada tivesse acontecido.

– Que foi? – perguntou a morena, mas o garoto já estava longe. Ela voltou para a mesa, onde os garotos soltavam risadinhas descontroladas. Até mesmo Jasmine, Brittanny e Isabella riam, embora mais controladas. Gwen também não pôde deixar de rir da reação da loirinha.

Naquele instante, o sinal tocou e todos os alunos foram saindo do refeitório.

---------

A aula de canto ocorreu normalmente, sem nenhuma novidade. Pelo menos para os veteranos. Faltavam apenas alguns minutos para o fim da aula, quando a professora, Srta. Miranda Queller, disse:

– Bom, a aula está quase no fim. Como todos os veteranos devem saber, eu sempre finalizo a aula escolhendo alguém para fazer uma pequena apresentação. Então quem gostaria de fazer o fechamento da aula de hoje?

Todos os alunos levantaram a mão. Bem, não foram todos. Uma garota, de cabelos e olhos castanhos, que tentava parecer invisível para os colegas e para a professora, não levantou a mão. Mas foi exatamente ela que a professora escolheu.

– Você. – ela apontou para a garota, sorrindo, encorajadora. – Venha aqui na frente.

– Ah, não, eu não canto... – mentiu ela. É claro que ela cantava. Era exatamente por causa de sua voz que ela estava ali, na Spotlights High School.

– Não minta para mim. Agora venha aqui. – respondeu Miranda, ainda sorrindo. A garota, meio que de má vontade, se levantou da cadeira e foi até a frente da classe. – Qual é o seu nome?

– J-J-Jude B-Bucker. – gaguejou ela. Ouviram-se risadinhas abafadas e alguns comentários desagradáveis vindos de todos os cantos da sala. Jude queria que a terra a engolisse naquele exato momento.

– Shh! Calados! – disse a professora, lançando um olhar reprovador para o resto da classe. Ela se virou para a morena do seu lado. – Bom... Pode começar Jude.

– Tudo bem. – respondeu Jude, insegura. Ela respirou bem fundo e fechou os olhos. Segundos depois, sua voz melodiosa se fez ouvir.

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and it's bringing me out the dark
Finally, I can see you crystal clear
Go ahead and sell me out and I'll lay your shit bare

See how I'll leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do

There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and its bringing me out the dark


Frank não estava prestando nenhuma atenção na aula. Até então, nada que realmente lhe interessasse tinha sido mencionado. Mas quando a garota começou a cantar... Ele não pode deixar de ouvir. A grande maioria dos alunos não estava se importando. Para eles, aquilo não era grande coisa. Mas para Frank, era como se a música estivesse sendo cantada por um anjo. Um anjo de cabelos e olhos castanhos, que tinha um lindo sorriso e gaguejava quando ficava nervosa. Para ele, ela era perfeita.

We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it to the beat


A cada palavra cantada por ela, Frank sentia como se estivesse flutuando. Aos poucos, ela foi deixando a timidez de lado. Com o sorriso estampado no rosto, Jude abriu os olhos. Seu corpo, antes tenso, relaxou um pouco mais. Aquele era o único momento em que ela se sentia realmente bem e confortável em público: quando estava cantando.

Could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand

But you played it
You played it
You played it
You played it to the beat


A música terminou no exato momento em que o sinal bateu.

– Bom, pessoal, por hoje é só. Estão dispensados. – Miranda falou. Depois, ela se dirigiu apenas a Jude. – Isso foi muito bom. Meus parabéns! Tem uma voz linda – o que ela respondeu com um sorriso, ligeiramente inseguro, mas sincero.

Jude foi brevemente aplaudida por um pequeno grupo de alunos. Todos os outros já haviam saído, a caminho da próxima aula. Jude pegou sua bolsa e saiu da sala. Frank, porém, ainda estava em estado de choque. Nunca havia ouvido uma voz tão doce e melodiosa quanto a de Jude. Ele sentiu uma imensa vontade de ir atrás dela, dizer o quanto gostara de ouvi-la cantar. Talvez até chamá-la para ir ao parque ou ao cinema... Mas a garota já tinha se perdido no corredor apinhado de alunos. Frank suspirou, um pouco decepcionado. Seu irmão, Jason, ao seu lado deu-lhe uma cotovelada. Inicialmente, Frank achou que ele queria apressá-lo, mas ao ver o sorriso malicioso no rosto do irmão, percebeu que, para Jason, ele era como um livro aberto. E também que, se ele estivesse mesmo com pressa teria saído sem esperá-lo. Os dois esperaram o corredor esvaziar um pouco, antes de saírem. Foram andando, lentos e distraídos, até seus armários. Foi no meio do caminho que Jason esbarrou em alguém, derrubando os livros que ela carregava. Ele rapidamente se abaixou para ajudá-la a pegá-los. Frank fez um sinal para ele, dizendo, em silêncio, que não podia se atrasar.

– Desculpe pelo esbarrão, eu estava distraída. Você pode ir com ele, eu mesma posso pegar meus livros. – disse a voz feminina da pessoa com quem Jason tinha se esbarrado. Ele ergueu a cabeça para vê-la. E ficou paralisado com o que viu.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   03.03.13 20:10



BY: ANNA; POST: QUINTO CAPÍTULO; TITLE: GIRLS JUST WANNA HAVE FUN
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Jason estava em estado de choque. Na sua frente, em toda sua magnificência, estava ninguém menos do que a famosa Pandora Maverick. Ela era ainda mais bonita pessoalmente do que na TV. Ele ficou sem palavras. Bom, não que ele as usasse com muita freqüência. Só então, Jason percebeu que ela esperava uma resposta. Ainda ligeiramente surpreso, Jason voltou a pegar os livros do chão. Entregou-os a Pandora, que sorriu agradecida.

– Obrigada. Sou Pandora Maverick. – disse a garota, colocando uma mecha do longo cabelo loiro atrás da orelha. Jason fez que sim com a cabeça, indicando que já sabia quem ela era, mas estendeu a mão. Pandora apertou-a. – Qual seu nome?

Jason abriu o livro que carregava e indicou seu nome na parte de dentro da capa.

– Prazer, Jason Stifler! – exclamou a loira, sorrindo. – Você também é novato aqui? – Jason fez que sim com a cabeça. – É daqui de LA? – ele repetiu o gesto. – Você não fala? – dessa vez, Jason balançou a cabeça negativamente. – Por que não?

Jason hesitou. Ele nunca havia falado com ninguém sobre aquilo. Ele mesmo se esquecia do porquê, as vezes. Por fim, deu de ombros. O sinal tocou indicando o fim do intervalo.

– Eu tenho que ir. Não posso me atrasar para aula. Foi um prazer, Jason. Até mais! – a garota se afastou, acenando para Jason, que repetiu o gesto e se dirigiu para a próxima aula, que passou sem que ele conseguisse parar de pensar em Pandora, nem por um minuto.

------

Bradley, Melissa e Daniel caminhavam felizes, pelos corredores da Spotlights, a caminho da próxima aula, que também seria a última do dia. Nenhum dos três acreditava que o sonho de estudarem naquela escola estava finalmente se realizando. Os três pararam em frente aos seus armários.

– Que tal irmos ao cinema depois da aula? – sugeriu Melissa, guardando o livro que carregava e tirando outro de dentro do armário.

– É uma boa ideia, maninha. Tô dentro. – afirmou Bradley, animado. Sim, Bradley e Melissa eram irmãos.

– Eu também. – disse Daniel, sorrindo. – O que querem ver?

– Não sei... Que tal algum romance? – provocou Bradley, rindo. Daniel e Melissa coraram.

– Sem essa, Bradley. – reprovou a garota, apesar de ainda estar um pouco sem jeito. – Decidimos o filme depois. Agora, vamos, senão vamos nos atrasar!

– Vocês podem ir, tenho que passar no banheiro antes. – disse Bradley. Ele seguiu para o banheiro enquanto a irmã e seu amigo caminhavam até a próxima aula.

Ele entrou no banheiro masculino. Lá dentro havia apenas um garoto, que ajeitava o cabelo em frente ao espelho, com um pente. Um garoto muito atraente, na opinião de Bradley. Ele começou a conversar com o garoto, enquanto ajeitava a gravata borboleta.

– Oi, meu nome é Bradley. Sou novato aqui. E você?

– Eu sou Patrick. – respondeu o garoto, sem parar de arrumar o cabelo. – Também sou novato.

Bradley terminou de arrumar a gravata no exato momento em que o garoto guardou o pente. Os dois foram caminhando juntos.

– Então, Patrick, a gente podia... sei lá... sair, qualquer dia. Eu vou ao cinema hoje a tarde, com a minha irmã e um amigo dela. Que tal ir com a gente? – perguntou Bradley, ligeiramente esperançoso. Patrick sorriu.

– Parece legal. Eu vou, sim.

Os dois estavam felizes com aquilo, mas como tudo que é bom dura pouco, algo tinha que acontecer para acabar com a felicidade dos dois. Ou melhor, alguém. Paul estava caminhando pelos corredores, entediado, acompanhado dos seus amigos, quando viu os dois. Com um sorriso desdenhoso, ele caminhou até os dois.

– Parece que a Spotlights tem um novo casal de pombinhos. – disse ele, sorrindo com desprezo. – Como vão as bonequinhas?

E sem esperar resposta, Paul empurrou os dois contra os armários, ao mesmo tempo, com toda a força. Ele e seus amigos desataram a rir.

Mia estava andando pelos corredores, a procura da sala de música, carregando sua guitarra, quando viu a cena. Ela não havia planejado se meter numa briga logo no primeiro dia de aula, inclusive prometera aos pais que iria se comportar, para não ser expulsa da primeira escola da qual pudesse vir a gostar. Mas aqueles garotos estavam pedindo. Decidida a resolver as coisas pacificamente, embora não soubesse exatamente que aquilo funcionaria, Mia marchou até lá.

– Você acha isso muito engraçado, não é? – questionou a garota, soltando fumaça pelas orelhas. A pele, antes branca como papel, havia ficado vermelha. Paul apenas riu.

– Qual é, gata? Vai mesmo defender esses boiolas? – respondeu ele, saindo do modo valentão e entrando no modo sedutor. Mia não se deixou abater.

– Eu estou defendendo eles, não você e seus amigos. Agora, acho melhor irem embora. – respondeu a garota, bem mais calma. Novamente, Paul soltou aquela risada desdenhosa.

– E se a gente não quiser? – perguntou o garoto se aproximando ainda mais de Mia.

– Acho que eu vou ter que fazer isso. – respondeu a garota, com a voz doce. E, logo em seguida, deu uma joelhada bem nos, por assim dizer, países baixos de Paul. Os amigos dele fugiram e o garoto foi se arrastando, parecendo ligeiramente tonto, atrás dos “capangas”.

– Isso não vai ficar assim, garotinhas. A gente se vê. – disse ele para Bradley e Patrick, antes de sair, tentando, sem sucesso nenhum, parecer ameaçador. Quando o garoto foi embora, Bradley e Patrick, já recuperados do susto, foram até Mia.

– Ahn, obrigada. – disse Patrick, ligeiramente sem jeito.

– Pois é, a gente fica te devendo essa. – comentou Bradley.

– Que nada. Sempre quis atingir alguém daquele jeito. Então, estamos quites. – a garota sorriu e estendeu a mão. – A propósito, meu nome é Mia.

– Eu sou o Bradley e esse é o Patrick. – ele foi o primeiro a apertar a mão de Mia.

– Prazer, Mia. – então foi a vez do Patrick. Então, a garota se lembrou que ainda tinha uma aula antes do fim do dia.

– Ah, eu tenho que ir. Algum de vocês sabe pra onde fica a sala de música? – perguntou a garota.

– Fica no fim do corredor, perto do ginásio. – respondeu Patrick.

– Obrigada. A gente se vê.

Mia tomou o caminho da sala de música, enquanto os outros dois se dirigiram às suas respectivas salas. Nada de anormal aconteceu nessa última aula. O sinal bateu e todos os alunos foram aos poucos saindo da escola, felizes por poderem ir para a casa ou saírem com os amigos depois de um dia típico de estudo. Brittanny por outro lado, tinha alguns assuntos a resolver antes de ir embora.

– Vocês podem ir sem mim, eu tenho que falar com o professor de Inglês sobre o dever de casa. – disse a morena para as amigas.

– Tem certeza que não quer que a gente te espere? – perguntou Isabella.

– Lembra que a gente combinou de ir ao shopping depois da aula? – questionou Gwen.

– Tudo bem, eu encontro com vocês na VS daqui a uma hora. Tenho que passar em casa antes. – explicou Brittanny.

– Tá legal, então... Vamos, garotas! – disse Jas. As três foram andando até o estacionamento, enquanto Brittanny ia até a sala dos professores. Alguns professores saíam da sala, conversando. A garota chamou a atenção de um deles.

– Senhor Miller? Ahn... O senhor Martin está aí? Eu... preciso falar com ele sobre uma dúvida que eu tenho. – disse a garota O professor sorriu.

– Sim, ele está organizando suas coisas. Pode entrar, se quiser. – respondeu.

– Obrigada. – a garota deu um sorriso sincero, agradecida, e entrou na sala. O senhor Martin era o único lá dentro. Estava arrumando as coisas na pasta, preparando-se para ir embora. – Ahm... Senhor Martin? – chamou Brittanny. O homem se virou. Ela quase perdeu o ar ao encarar aqueles lindos olhos castanhos.

– Ah, oi... É... Brittanny, certo? – perguntou ele, com um sorriso.

– Isso mesmo. – respondeu a garota.

– Como posso te ajudar, Brittanny?

– Bom, eu... – começou ela, mas notou que o professor havia diminuído significativamente a distância que havia entre eles. Aquilo deixou-a ainda mais nervosa do que já estava. Ela tentou não encarar o professor. – Eu não entendi muito bem o dever de casa. O senhor poderia me explicar?

– Ah, é claro. Onde você tem dúvida? – disse Adam. E os dois foram conversando sobre o dever de casa. 10 minutos depois, o dever já estava completamente explicado. Brittanny já estava pensando em alguma outra desculpa para ficar mais um pouco. Ela não sabia, mas Adam também não estava muito feliz com a ideia de a garota ir embora. Desde o momento em que ele a vira, junto com aquele garoto, Matt, não conseguia tirá-la da cabeça. Era a garota mais bonita que já tinha visto. – Você entendeu tudo? Não tem nenhuma outra dúvida? – perguntou Adam, com uma pontinha de esperança. Brittanny hesitou, tentando pensar em alguma outra coisa. Não conseguiu pensar em mais nada. Antes que ela pudesse responder, seu celular vibrou. Uma mensagem de Jasmine. “Cadê você? Já saiu da escola?”, era o que dizia o SMS. Agora, Brittanny não sabia o que fazer? Continuava ali, fingindo que não entendia nada de Inglês ou desistia daquela ideia maluca e ia fazer compras com as amigas?

– Eu... – começou ela, indecisa. – Sim, eu entendi tudo. Obrigada pela ajuda, Sr. Martin. – respondeu a garota, arrumando a alça da bolsa e se virando para ir embora.

– Sem problemas. – disse ele, sem conseguir evitar um pouco de desapontamento na voz. Ele observou a garota caminhando lentamente até a porta. Foi quando ele se lembrou de uma frase que sua avó sempre dizia quando ele era pequeno. “Você tem que fazer as coisas acontecerem, Adam. Não esperar que elas aconteçam.” – Brittanny? – chamou ele. A garota se virou, mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Adam puxou-a para perto de si e a beijou. Foi um beijo intenso, apaixonado, que durou vários minutos. E foi o primeiro de muitos outros.

------

Do outro lado da cidade, no shopping, Kayla enfrentava uma enorme fila para pedir um sorvete na Häagen-Dazs. Ela já estava esperando há quase 20 minutos, quando finalmente chegou sua vez.

– Uma bola de chocolate belga e outra de cookies. – pediu ela para o atendente. Dois minutos depois, ela saiu da fila, com o sorvete numa mão e três sacolas de diferentes lojas, na outra. Não havia nenhuma mesa vazia. A garota praguejou. Ela procurou por uma mesa que não estivesse completamente cheia. Havia uma, a poucos metros de onde ela estava, onde estava apenas uma garota, de cabelos rosa chiclete. A loira caminhou até lá.

– Oi, será que eu posso me sentar aqui? As outras estão cheias. – ela pediu. A garota ergueu a cabeça e sorriu para ela.

– Claro. – disse ela, sinalizando a cadeira vazia. – A propósito, meu nome é Lisanna. Lisanna Heartfilia. Mas pode me chamar só de Lis.

– Prazer, Lis. Eu sou Kayla Melbourne. – a loira se apresentou, apertando a mão da garota. Ela possuía uma beleza exótica, com seu cabelo cor-de-rosa, seus olhos castanhos e a pele branca como papel. E seus lábios, carnudos e avermelhados. Kayla sentiu uma imensa vontade de beijá-la. A loira corou com seu pensamento. Nunca havia sentido nada parecido. Quer dizer, havia sim. Uma única vez. “Isso não quer dizer nada, Kayla”, pensou ela. “Você simplesmente acha ela bonita. Só isso.” Ela se concentrou em terminar seu sorvete, tentando não encarar Lisanna. Mas isso não foi possível, quando ela começou a tentar puxar assunto:

– Então, Kayla, quantos anos você tem?

– Ahn... 17. Estou no último ano, na Spotlights High School. E você?

– Eu tenho 20. Curso Moda, na UCLA.

– Legal. Se eu não gostasse tanto de música, acho que também tentaria moda. Só lá em Nova York, mesmo.

As duas começaram a conversar. E conversaram, conversaram, conversaram... E conversaram mais um pouco.

– E aí, o que quer fazer, agora? – perguntou Lisanna.

– Eu tenho que voltar para casa. Já tá ficando tarde, meus pais vão me matar se eu não der notícia. – respondeu Kayla. Lisanna fez uma cara triste.

– É uma pena. O papo estava ótimo.

– É verdade. Mas tenho mesmo que voltar. Até mais, Lis! – disse a loira. Ela já ia se virar para ir embora, mas Lisanna a impediu.

– Espera! – exclamou ela e começou a remexer a bolsa. Tirou de lá um pedaço de papel e uma caneta, e começou a anotar alguma coisa. Depois entregou para Kayla. – Aqui.

– O que é isso? – perguntou a loira.

– Meu número. A gente tem que se encontrar de novo. – afirmou Lis, com um sorriso. Kayla concordou com a cabeça.

– Tem razão. – ela riu e se virou para ir embora, acenando para Lis. – Tchau! – exclamou.

– A gente se vê! – respondeu a outra garota. Estava se sentindo estranhamente feliz, de uma hora para outra. E sabia exatamente porque.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   03.03.13 20:14



BY: ANNA; POST: SEXTO CAPÍTULO; TITLE: I KNEW YOU WERE TROUBLE
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No dia seguinte, Brad acordou com o bipe irritante do despertador. Parecia que tinha passado um caminhão por cima da sua cabeça. Lentamente, ele abriu os olhos. A luz do sol queimava. Ele tinha vontade de dormir pelo resto do dia. Realmente, era tentador. Mas ele não podia. Tinha que ir para a escola. Seus pais provavelmente o matariam se ele recebesse uma advertência por matar aula logo no segundo dia. Ele tentou desligar o despertador, tateando cegamente pelo criado mudo. Depois se levantou da cama e, preguiçosamente, foi andando até o banheiro. Meia hora depois, estava entrando no carro. Ele ativou o portão eletrônico da garagem e girou a chave na ignição do automóvel. Chegou à escola 10 minutos depois. O estacionamento ainda estava vazio. Parecia que ele tinha chegado cedo. Estacionou o carro e saiu, na esperança de encontrar algum de seus amigos. Mas não foi nem James, nem Matt, nem Joe, quem ele encontrou.

– Oi gato! – exclamou a garota morena de olhos verdes. Brad ficou boquiaberto.

– Tina! – disse ele, totalmente surpreso. E não de uma maneira boa. Ele a levou para um canto da escola, onde ele tinha certeza de que ninguém os ouviria. – O que tá fazendo aqui? – perguntou ele, irritado.

– Eu pedi minha transferência! – disse ela, animadamente. – Não é ótimo?

– O quê? Claro que não! – disse Brad, desesperado. Se Tina estudasse ali... Como ficaria seu namoro com Jasmine? Tina fez uma cara triste, mas se aproximou ainda mais dele.

– Nossa, gato. Eu achei que você fosse ficar feliz... Depois de tudo que você me disse no verão... – falou Tina. Brad estava quase explodindo de tanta irritação.

– Escuta aqui, Tina. Eu não sei em que planeta você vive, mas pode tratar de voltar para lá. Eu já te disse que tenho namorada.

– Ah, gato, como você é bobinho... Sua namorada não é nenhum problema pra mim. E também não foi para você durante as férias, não é?

Brad sabia que tinha cometido um grande erro, mas agora percebia o quanto era grande. Tina era completamente maluca e capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que queria. E, nesse caso, era ele quem ela queria. Brad suspirou, exasperado. O que ele poderia fazer numa situação como aquela?

– Me deixa em paz, Tina. O verão acabou. – foi o que ele disse, logo antes de sair, irritado.

– Eu não vou desistir fácil assim, gato... – disse Tina, mesmo sabendo que a essa altura Brad já estava longe.

Depois do infeliz encontro com a ex-amante, a última coisa que Brad queria era encontrar Jasmine. Mas adivinha só?

– Oi, meu amor. – cumprimentou a loira, dando-lhe um selinho. Brad se esforçou para sorrir.

– E aí, gata? – respondeu ele, tentando agir naturalmente. Teria funcionado, se o sorriso em seu rosto não estivesse tão falso quanto uma nota de três dólares. Jasmine estranhou.

– Tá tudo bem? Você tá estranho.

– Ah, claro. Eu só... tô com dor de cabeça. Bebi demais ontem a noite. – ele não estava mentindo.

– Coitadinho! Foi o James não é? Já disse pra ele parar de te levar para beber! – exclamou Jasmine, irritada. Ela pegou Brad pela mão. – Vem, na enfermaria deve ter algum remédio.

– Não! – ele gritou, sem pensar. Jasmine o encarou, confusa. – Ahn... Quer dizer... Não precisa. Eu tô bem.

– Tá, se você diz. – a loira deu de ombros. Naquele instante, James chegou.

– E aí, cara? – disse ele, o habitual sorriso irônico estampado no rosto. – Jas. – ele cumprimentou a loira, que havia fechado a cara para ele.

– James, que história é essa de levar o meu namorado para beber? Já te disse para não fazer isso! – Jasmine falou, cruzando os braços, irritada. – Agora ele está morrendo de dor de cabeça!

– Opa, a culpa não é minha se seu namorado bebe demais. Aliás, a ideia não foi minha. – disse James, levantando os braços. Jasmine olhou para Brad, furiosa. Ele lançou-lhe um olhar culpado.

– Qual é o seu problema? – questionou a loira, antes de sair pisando duro.

– Jas, espera. – chamou Brad, mas não foi atrás dela. Ele se virou para James: – Valeu, cara.

– É você que faz a besteira e a culpa é minha? – disse ele, se esforçando para não rir. As brigas de Jasmine e Brad eram sempre muito engraçadas. Ou pelo menos, para James.

– Cara, eu e a Jas já estamos com problemas. Você não tá ajudando. – Brad tinha esse hábito de sempre empurrar a culpa que tinha para cima de outra pessoa. James já estava acostumado. Afinal os dois se conheciam desde... Bom, desde sempre. James soltou uma risada sarcástica. O amigo lançou-lhe um olhar fulminante.

– Cara, o que tá acontecendo? – James estranhou a reação de Brad. – Você tá meio irritadinho demais.

Brad revirou os olhos, mas acabou falando o motivo de sua irritação.

– É a Tina. – sussurrou ele.

– Quem é Tina? – perguntou James, confuso. Brad lançou-lhe um olhar que dizia tudo que precisava saber. – Ah, essa Tina. – ele disse isso com um sorriso malicioso.

– Cara, isso é sério. – repreendeu Brad. – Ela tá estudando aqui agora. Eu disse que era pra me deixar em paz, mas ela é uma completa lunática. O que eu faço?

– Bom, não tem muita coisa a fazer... – James simplesmente achava toda aquela situação muito cômica. Brad fuzilou-o com o olhar. De novo. James continuou, dessa vez mais sério: – Cara, o que você quer que eu faça? Você fez uma besteira. Agora, vê se aprende a escolher bem as garotas com quem vai ficar. As doidas podem ser bem tentadoras, mas nunca acaba bem. – ele não aguentou e explodiu em risadas.

– Cara, eu preciso mesmo é escolher melhor os meus amigos. – disse Brad, e saiu andando.

– Peraí, cara, eu só tava te zoando! – exclamou James, fingindo-se arrependido, e saiu andando atrás de Brad.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   03.03.13 20:20



BY: ANNA; POST: SÉTIMO CAPÍTULO; TITLE: YOU'VE GOT A FRIEND
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Jasmine saiu pisando duro. Estava irritadíssima com Brad. Tão irritada que acabou esbarrando em alguém. A loira bufou, ainda mais raivosa ao ver o rosto da pessoa.

– Você! De novo! – exclamou ela, com fumaça saindo pelos ouvidos. Eileen revirou os olhos.

– Eu mereço... – murmurou ela, para si mesma.

– Qual é a sua, garota? Tá me perseguindo? – perguntou Jasmine, sem esperar resposta.

– Acredite, se eu tivesse que perseguir alguém, você seria a última da minha lista. – disse Eileen, estreitando os olhos. Era tudo que faltava. Arranjar uma briga com alguém logo na primeira semana.

– Escuta aqui, Aimee...

– É Eileen. – corrigiu a ruiva, começando a perder a paciência.

– Que seja! Eu estou cansada de novatos petulantes como você achando que mandam na escola. Existe uma coisa chamada hierarquia. Alguns mandam e outros obedecem. Eu sou Jasmine Pierce e você... – ela soltou uma risadinha desdenhosa. – Você é só uma caloura. Eu te disse para ficar fora do meu caminho. Agora, vai ter que arcar com as conseqüências. – e dizendo isso, Jasmine jogou o cabelo e saiu andando, deixando Eileen pra trás, espumando de fúria. Ela era petulante? Ela achava que mandava na escola? Tudo bem, se aquela loira azeda queria guerra, era guerra que ela teria.

Alguns passos atrás dela, Mia observava a cena toda, com a guitarra pendurada num ombro e uma bolsa preta de couro no outro.

– Que idiota! – disse ela, com desdém, audivelmente. Eileen se virou para encarar a garota loira.

– Pois é! – exclamou a ruiva. – Já devia imaginar que uma escola como essa era boa demais para ser verdade. Tinha que ter uma patricinha idiota para estragar tudo.

– Quem dera fosse só uma. – afirmou Mia, tirando uma mecha cor de rosa do rosto. – Nessa escola são todos uns filhinhos de papai, mimados e superficiais. Aliás, em todo lugar é assim.

– Tem razão. – concordou Eileen. – É realmente difícil achar alguém legal e que tenha alguma coisa na cabeça.

Mia concordou com a cabeça. No instante seguinte, ouviu-se o primeiro sinal.

– A propósito, sou Eileen. – disse a ruiva, estendendo a mão. Mia apertou-a.

– Prazer, Eileen. Sou Mia. Qual é sua primeira aula?

Eileen consultou seu horário, que estava amassado no bolso esquerdo do seu jeans.

– Álgebra. E a sua?

– Também. A gente pode ir junto. – sugeriu Mia. Eileen sorriu.

– Legal. Vamos, então.

E as duas foram. Nenhuma delas sabia, mas aquele seria o início de uma grande amizade.

-----

Jasmine passou todas as aulas fumegando de raiva até o horário do almoço. Gwen e Isabella também não estavam em seu melhor humor. Joe estava com raiva de Gwen, por causa da “brincadeirinha” com Sarah no dia anterior, o que fazia da garota o mais infeliz possível. E Isabella havia descoberto naquela mesma manhã que sua irmã mais velha, a insuportável Sabrinnah, iria se casar em Los Angeles e ela teria que aturar a irmã e seu noivo por no mínimo alguns meses. Resumindo: entre as Queens, Brittanny era a única que se encontrava feliz.

– Britt, o que aconteceu? – perguntou Isabella, estranhando a expressão sonhadora da amiga. – Era pra gente ter se encontrado na VS ontem à tarde.

Brittanny hesitou. E agora, o que diria? Não podia falar que passara a tarde inteira com o professor de Inglês, porque estava tendo um caso com ele.

– A minha mãe. Ela não me deixou sair. – mentiu ela.

– Sua mãe? – estranhou Jasmine. – Por quê?

– Ela sempre fica assim no início das aulas. Depois de algumas semanas ela relaxa. – Brittanny se concentrava em comer sua salada, sem conseguir encarar as amigas.

Nenhuma das três engoliu a explicação de Brittanny, mas não disseram nada. Os garotos estavam ouvindo a conversa. Gwen mudou de assunto.

– Joe, você fez o dever de História? – perguntou ela. – Não consegui responder as questões.

– Alguma vez você já conseguiu? – debochou Isabella. Jasmine e Brittanny riram, mas Gwen fuzilou-as com o olhar. Joe não respondeu. Ele tentava ao máximo bloquear a presença de Gwen, concentrando-se em beliscar seu sanduíche e, vez ou outra, dar uma olhada em Sarah, que estava sentada do outro lado do refeitório, sozinha.

– Joe? Por que não me responde? – chamou a morena, mas ele continuou ignorando. – Qual é. Vai ficar me ignorando pelo resto do dia? – novamente silêncio.

– Hum, parece que vai. – disse Jasmine, rindo junto com Brittanny e Bella. Gwen resolveu desviar o assunto de novo.

– Então, Brad, quem era aquela garota conversando com você mais cedo? – perguntou ela, com um quê de satisfação na voz. Jasmine pareceu engasgar com um pedaço de alface e tossia desesperadamente. Brad ficou vermelho como um tomate.

– Garota? – questionou Jasmine, após se recuperar do engasgo.

– Não sei do que você tá falando, Gwen. – Brad tentou disfarçar.

– É claro que sabe. – afirmou Gwen. – Lembra? Lá perto do ginásio. Era uma garota morena, com um vestido bonitinho e sapatos horríveis. Era... Aquela ali. – ela indicou com o dedo uma garota morena de olhos verdes, que se dirigia exatamente à mesa em que eles estavam sentados. A garota tinha um sorriso congelado no rosto e caminhava como se fosse a dona do mundo. Ela parou em frente à mesa.

– Oi pessoal! – disse Tina, animadamente. Ela lançou um sorrisinho de lado para Brad, disfarçadamente. – Posso sentar aqui com vocês?
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   10.03.13 19:33



BY: ANNA; POST: OITAVO CAPÍTULO; TITLE: WHEN WE COLLIDE
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A mesa inteira se entreolhou, para ver quem responderia. Jasmine foi a primeira a se manifestar.

– Ahn, quem é você? – perguntou a loira. Ela não havia se mostrado muito satisfeita com toda a situação.

– Ah, eu... – Tina começou a se apresentar, mas Brad a interrompeu.

– Essa é a nova namorada do James. – mentiu ele – O nome dela é Tina.

– O quê? – perguntou James, confuso. Por baixo da mesa, Brad pisou no seu pé. – Ah, sim, é a Tina. A gente começou a sair nas férias.

– Começamos? – perguntou Tina, sem tirar o sorriso do rosto.

– Sim, começamos. – confirmou James, entre dentes.

– Namorada do James, han? – questionou Jasmine, sorrindo falsamente. – É uma prostituta?

– Ahn... – disse Tina, ligeiramente ofendida.

– Jas! – Brad repreendeu-a.

– Calma! Foi uma piada. – explicou Jasmine, rindo.

– Ah... – Tina riu forçadamente. – E você é...

– Jasmine. – a loira se apresentou, ainda com o sorriso falso no rosto. – Sou a namorada do Brad. Meus amigos me chamam de Jas. Essas são Isabella, Brittanny e Gwen. Esse é o Matthew, namorado da Britt. E esse é o Joe. – ela foi indicando os amigos, um por um. Nenhum deles disse nada. As garotas não pareciam muito confortáveis com a situação. Jasmine por outro lado, agia como se a garota fosse uma amiga de infância que ela não via há muito tempo. – Claro que pode sentar aqui com a gente!

– Ah, que pena. Não tem cadeiras sobrando. Sinto muito, Tina, vai ter que sentar em outro lugar. – disse Brad, sem se esforçar em parecer triste.

– Ah, não precisa! – exclamou Jasmine, sorrindo. – Aquela mesa ali – ela indicou uma mesa próxima. – tem cadeiras sobrando. É só pegar uma e trazer para cá.

– Ok! – exclamou Tina, sorridente. – Obrigada, Jasmine. – ela se afastou para pegar a cadeira.

– O que tá fazendo? – sussurrou Isabella, entre dentes.

– Sendo simpática. – respondeu Jasmine. – Você devia tentar.

– Tá maluca? – Isabella revirou os olhos. – Essa é a garota que estava conversando com seu namorado no mesmo canto onde vocês costumam se agarrar antes da aula.

– Acha que eu não sei? – perguntou Jasmine, franzindo o cenho. – Relaxa, Bells.

Naquele momento, Tina voltou e sentou-se na cadeira que ela havia trazido, com James de um lado e Brad do outro.

– Então, Tina. – começou Jasmine, exibindo o falso sorriso simpático. – Você e o Brad se conhecem de algum lugar?

– Ah, claro que não. – foi Brad quem respondeu. – Só nos conhecemos quando James nos apresentou.

– Mas Gwen disse que viu vocês dois conversando sozinhos no corredor do ginásio. – falou Jasmine. – Sem o James. Certo, Gwen?

– Isso aí. – respondeu a morena.

– Sobre o que falavam? – questionou Jasmine, interessada, virando-se para Brad. Esse parecia ter acabado de sair do treino de futebol: estava suado e vermelho como uma pimenta.

– Ele estava só me fazendo companhia. – mentiu Tina, com o sorriso mais natural do mundo. – Não é, Brad? O James ainda não tinha chegado.

– Certo. – Jasmine riu, apesar de não ter acreditado na história.

Do outro lado do refeitório, na maior mesa do recinto, Courtney, Alexander, Jake, Chyler, Patrick, Bradley, Melissa e Daniel tentavam conversar. Todos haviam se encontrado/se conhecido no cinema no dia anterior e tentavam falar sobre o filme que tinha assistido. Uma tarefa quase impossível, considerando a quantidade de pessoas na mesa, que todas elas tinham opiniões distintas sobre a trama, os personagens, os atores, o cenário, o figurino e os diretores e nenhuma gostava de esperar muito tempo.

– O filme é até legal, mas a protagonista é tão sem graça! – dizia um.

– Merece o Oscar de melhores efeitos especiais! – falava outro.

– A trilha sonora é perfeita! – exclamava um terceiro. E tudo isso ao mesmo tempo. Demorou alguns minutos para que todos se acalmassem.

– Enfim, eu gostei do filme. – Chyler pôs um fim no assunto. Ela e Jake estavam sentados em lados opostos da mesa, evitando ao máximo se olhares. Courtney e Alexander por outro lado, estavam sentados lado a lado, assim como Bradley e Patrick, e, ocasionalmente, lançavam olhares nada inocentes um para o outro.

Na mesa ao lado, estavam Alyssa, Jenna e Kayla, que havia se juntado ao grupo naquela mesma manhã, além de alguns amigos de Jenna. Alyssa estava com um pouco de enjôo, mas tentava controlá-lo, mascando um chiclete de menta. Diferente de todos nos outros na mesa, ela estava calada. Não prestava atenção na conversa, nem se esforçava para parecer atenta. Tudo que ela conseguia pensar era em como sua vida mudara e como mudaria ainda mais quando aquela criança nascesse. Por um instante, desejou que Dave estivesse ali com ela, apoiando-a. Ele sempre sabia o que dizer quando ela estava triste. Ela não pode deixar de pensar em como os dois estariam se eles não tivessem terminado, depois daquela maldita noite.

– Não acha, Lys? – perguntou Jenna e para Alyssa foi como se ela tivesse acabado de jogar um balde de água fria.

– O quê? Ah, claro. – respondeu a garota, distraída.

Kayla por outro lado, participava ativamente da conversa, mas seus pensamentos vagavam para bem longe dali. Mais precisamente para o shopping, na tarde do dia anterior. Ela não conseguia deixar de pensar em Lisanna. “Isso é normal, Kayla”, ela pensou. “Você gostou dela, porque vocês têm interesses em comum. Acabaram ficando amigas.” Mas seu coração dizia que aquele não era o único motivo.

Minutos depois, bateu o sinal e os alunos se encaminharam para suas respectivas aulas. A próxima aula era de Economia Doméstica. A professora chegou assim que o segundo sinal bateu.

– Olá a todos. – começou a mulher. – Eu sou Candice Depraux, a nova professora de Teatro, Dança e Economia Doméstica. Hoje nós começaremos com...

Antes que ela pudesse continuar, a vice-diretora, Margareth Crowley, chegou.

– Com licença, Srta. Depraux. Posso dar um recado? – pediu a loira. A professora fez que sim com a cabeça, pedindo para que a mulher entrasse. Sorridente, a vice-diretora começou a falar. – Eu apenas gostaria de dizer que, como tradição da escola, neste sábado, será realizado nossa primeira festa escolar, batizada de “Baile de Calouros”. Esse baile tem como objetivo a interação entre os alunos, para que todos os novatos e veteranos possam se conhecer. O Comitê de Organização de Eventos, liderado pela nossa Presidente do Corpo Estudantil, Jasmine Pierce, será responsável pela organização da festa.

Jasmine jogou o cabelo, com um sorriso superior no rosto.

– Quem se interessar em fazer parte do Comitê, pode falar comigo. – comentou Jasmine.

– Os ingressos estarão à venda na secretaria da escola, até a sexta-feira. O baile acontecerá no sábado. – acrescentou a vice-diretora. Depois, virando-se para a professora, disse: – Obrigada, Candice. Com licença.

– Continuando. – disse a professora, depois que a Srta. Crowley saiu. – Hoje começaremos com uma pequena explicação sobre a matéria que estudaremos esse ano. Depois, formaremos as duplas para um trabalho que realizaremos esse trimestre. Não se preocupem, as duplas serão sorteadas. – todos gemeram, desapontados. E foi exatamente assim que a aula ocorreu, exceto que a “pequena explicação sobre a matéria” não era tão pequena assim. Quando a professora terminou de falar, faltavam pouco mais de 10 minutos para o fim da aula. – Agora, sobre o trabalho. Vocês formarão duplas, sorteadas por mim, como eu já disse. Cada dupla receberá um bebê. De brinquedo, é claro. O trabalho de vocês é cuidar desse bebê. Alimentá-lo, brincar com ele, trocar as fraldas. Como se fosse um bebê de verdade. Também gostaria de relatórios semanais sobre como está sendo o trabalho para vocês. O trabalho vale um terço da nota, então é melhor que façam tudo direitinho, ou acabarão repetindo Economia Doméstica no próximo ano. Agora, vamos ao sorteio. Eu escreverei o nome de todos os garotos da sala num pedaço de papel e as garotas sortearão seus parceiros.

E foi isso que Candice fez. Cada garota pegou um papelzinho aleatório da sacola. A grande maioria não ficou satisfeita com seu par. Jasmine foi a única que teve coragem suficiente de fazer a pergunta que não queria calar.

– Professora, podemos trocar as duplas?

Obviamente, a resposta da professor foi negativa. Jasmine se ocupou de xingar a professora, mentalmente pelo resto do dia.Era óbvio que, sob a suspeita de estar sendo traída, ela não queria tirar os olhos do namorado, que, por coincidência havia ficado com Isabella. O parceiro de Jasmine era James, que se esforçava para parecer indiferente ao sorteio. Por dentro, ele estava pulando de alegria.

Alyssa foi a última a sortear o parceiro e fez isso justamente quando o sinal bateu.

– Quem é Zachary Fuller? – Alyssa havia dirigido essa pergunta para Jenna, mas não foi ela que respondeu.

– Sou eu. – disse uma voz masculina, vinda de trás da garota. Quando Alyssa se virou, encontrou o mesmo garoto que havia visto no ginásio, alto, loiro e de olhos azuis, sorrindo para ela.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   23.03.13 17:48



BY: ANNA; POST: NONO CAPÍTULO; TITLE: LOVE STORY
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Alyssa retribuiu o sorriso do garoto e, levantando-se da cadeira, estendeu a mão para ele.

– Sou Alyssa Owens. Sua nova parceira. – apresentou-se ela. – Prazer, Zachary.

Zachary apertou a mão dela. Alyssa sentiu um arrepio na espinha. Não pode deixar de estranhar a sensação. Não era de seu feitio ficar nervosa perto de outras pessoas, nem mesmo quando essas outras pessoas eram garotos.

– O prazer é meu. – o garoto sorriu. – Pode me chamar só de Zac.

– Tudo bem. – Alyssa riu. Jenna pigarreou. A essa altura os três eram os únicos na sala, além de professora.

– Aly, eu já vou indo, ok? – falou a garota, lançando um olhar nada inocente para a amiga, pelas costas de Zachary.

– Ah, eu vou com você. – Alyssa pegou a bolsa em cima da cadeira. Depois, sorriu para o parceiro. – A gente se fala depois, Zac. – e dizendo isso, foi atrás da amiga. Zachary acompanhou-a, até a porta da sala. Ele, então, foi procurar o primo, Simon, e seu novo amigo, Lionel, que não se encontravam muito longe dali. Lionel conversava com uma garota de cabelos muito vermelhos, olhos muito azuis e pele muito branca, que tinha as bochechas coradas de vergonha.

– Tudo bem, a gente se fala mais tarde, Lilian! – Zachary pode ouvir os dois se despedindo.

– E aí, cara? Quem é sua parceira? – perguntou Lionel, assim que viu o garoto se aproximando. Zac ignorou a pergunta.

– Aquela era sua parceira? – ele perguntou, sorrindo. – Se deu bem, hein!

Lionel riu.

– O nome dela é Lilian. – comentou Lionel. Depois continuou, baixando a voz: – É uma gata, né?

Zachary não teve tempo de responder.

– Peraí, Zac. Você não falou sobre a sua parceira. – Simon interrompeu a conversa dos dois. Zachary revirou os olhos, mas não se recusou a responder.

– O nome dela é Alyssa. Parece ser bem... hum, legal. – respondeu o garoto, tentando parecer indiferente. Se não fossem seus olhos, ele teria conseguido enganar Simon.

– Sei... Legal, hein? – provocou Simon, com um sorriso malandro no rosto. Zachary ignorou-o.

– E a sua parceira? – perguntou ele, dirigindo-se a Simon.

– Ainda não apareceu. Parece que se esqueceram de mim. – Simon deu de ombros, mas, segundos depois, viu a garota em quem havia esbarrado no dia anterior, Carly, caminhando em sua direção, junto com outra garota (Jude), que ele não conhecia. Lionel ignorou a irmã, que fez o mesmo com ele.

– Simon! – cumprimentou-o Carly. Jude não disse nada.

– Oi, Carly! – Simon sorriu. – Como vai?

– Bem. – respondeu a morena, um pouco sem jeito. – Eu só vim para dizer que, bom, parece que nós somos parceiros nesse projeto.

– Sério? – perguntou o garoto, ligeiramente incrédulo.

– Aham. – confirmou Carly. – Agora eu tenho que ir com a Jude. Depois a gente conversa. – ela ia se virar para ir embora, mas pareceu se lembrar de outra coisa. – Ah, você conhece algum Frank Stifler?

Frank estava conversando com os irmãos, Jason e Leonard, quando ouviu seu nome ser mencionado. Ele deixou os irmãos e foi falar com a garota.

– Quer falar comigo? – perguntou o garoto. Ele estendeu a mão para Carly. – Eu sou Frank Stifler.

– Ah, na verdade, ela é que queria falar com você. – respondeu Carly, indicando Jude com a cabeça. Frank começou a suar frio. Era a mesma garota que havia se apresentado no fim da aula de canto do dia anterior.

– Ah, oi. – ele cumprimentou Jude. Depois estendeu a mão para ela. – Eu sou Frank.

– Oi, Frank. E-eu sou Jude. – foi o que Jude conseguiu responder sem desmaiar. Ela já não era muito boa em interagir com as pessoas, mas o fato de que era aquele garoto que estava conversando com ela, só piorava as coisas. – B-Bom, parece q-que nós v-vamos ser p-parceiros n-nesse projeto. – gaguejou a garota. Carly riu, mas Frank permaneceu impassível, incapaz de acreditar nas palavras da garota.

– Legal. – respondeu ele, com um sorriso indiferente. Só que por dentro, ele estava em festa. Decidiu encerrar aquela conversa logo, antes que se descontrolasse e começasse a pular de alegria pela escola. – Bom, eu... Eu tenho que ir. Meus irmãos estão me esperando. Até mais, ahn, Jude. – ele acenou para a garota, que retribuiu o aceno. Depois se virou e foi até seus irmãos. Leonard o encarava, exatamente do mesmo jeito que Jason fizera no dia anterior. – Que foi? – perguntou Frank.

– Nada... – respondeu Leonard, com um sorriso malicioso no rosto. Jason não o provocou. Estava distraído demais para tal.

– Jason, quem é sua parceira? – perguntou Frank. Leonard soltou uma risada, mas não disse nada. Jason fuzilou-o com o olhar e, virando-se para Frank, indicou uma garota loira a alguns metros de distância. Pandora Maverick era sua parceira. Frank riu, mas não teve tempo de dizer nada, pois uma garota alta, morena de olhos azuis, se aproximou deles.

– Ahm... Algum de vocês é Leonard Stifler? – perguntou Jenna, ligeiramente sem jeito. Leonard deu um passo a frente.

– Sou eu.

– Ah, bom, eu sou Jenna McQueen. Sou sua parceira no trabalho de Economia Doméstica. – ela se apresentou. Leonard abriu um sorriso maroto.

– Legal. – disse ele. – E quando a gente vai poder, ahm, discutir o projeto?

Jenna riu.

– Hum, que tal hoje, depois da aula? – sugeriu ela, com um sorriso maroto, assim como o de Leonard.

– Ia ser ótimo. – respondeu o garoto.

– Combinado, então. A gente se vê, Leonard. – ela acenou para o garoto, indo ao encontro de Kayla, que acabara de se despedir de um garoto de gravatinha borboleta e cabelos pretos.

– Ele é seu parceiro? – perguntou a morena.

– É, sim. – respondeu Kayla. – O nome dele é Bradley. Parece ser legal. – ela comentou, antes de esbarrar em alguém. E esse alguém era Quinn Mackensie. – Desculpe. – ela riu, receosa.

– Tudo bem. – Quinn sorriu. As duas garotas continuaram seu caminho. – Que saco esse trabalho de Economia Doméstica! – exclamou ela, para Alexis e Luke, que estavam ao seu lado. Os dois riram, achando graça na atitude exagerada de Quinn. – Você teve sorte de ter ficado com o Luke! Eu provavelmente vou ter que fazer o trabalho inteiro sozinha e ainda colocar o nome de algum mauricinho babaca! – ela bufou, revirando os olhos.

– Quem é seu parceiro, Quinn? – perguntou Luke.

– Não sei, um tal de Antonny Leens ou algo do tipo... Parece que nem veio na aula hoje. – resmungou a morena. Alexis ficou boquiaberta.

– Antonny? – repetiu ela. – Quinn! Esse é o meu irmão!

– O quê? – perguntou ela, surpresa. – Por que ele não veio na aula hoje?

– Ele está doente. Acho que com alguma infecção na garganta ou sei lá... – Alexis deu de ombros. – Vou avisar a ele hoje.

Enquanto isso, num grupo próximo...

– Quem são os pares de vocês? – perguntou Bradley. Courtney, como sempre, foi a primeira a responder.

– Eu fiquei muito feliz... Fiquei com o Alex! Quer dizer, não tem parceiro melhor! – falou ela, rápida como sempre. Alex abraçou-a.

– Eu peguei uma patricinha qualquer... Britney... Brittanny... algo assim. – reclamou Patrick. – Aposto que vou ter que fazer tudo sozinho enquanto ela vai fazer compras.

Os outros riram.

– Melis? Daniel? – questionou Bradley. Os dois se entreolharam e riram.

– Ficamos juntos. – respondeu Melissa, depois de alguns instantes.

– E você, Chy?

A morena hesitou alguns minutos antes de responder. Ela olhou de soslaio para Jake, que encarava o chão.

– Ah, eu peguei o... Jake. – ela estava ligeiramente hesitante, evitando contato visual com o parceiro, que ergueu a cabeça subitamente, ao ouvir seu nome. Instantes depois, ele voltou a examinar o piso. Todos estranharam, mas ninguém disse nada.

------

Alguns corredores adiante, Joseph corria atrás de Sarah, sua parceira no trabalho de , que parecia terminantemente determinada a ignorá-lo.

– Ei, Sarah! Espera! – gritou ele, pela trigésima vez. Dessa vez a garota parou. A loira olhou para ele e revirou os olhos.

– Quer parar? – falou ela, com um quê de desprezo na voz. – Eu já te disse que não quero falar com você.

– Eu entendi! É só que... – começou ele. – Bom, como somos parceiros na aula de Economia Doméstica, eu acho que é melhor...

– É melhor o quê? – ela o interrompeu. – Escuta aqui, não precisa se preocupar com o trabalho, tá? Eu faço os relatórios, cuido da boneca, faço tudo e coloco seu nome na capa. Mas me deixa em paz, tá legal? – e dizendo isso, ela deu as costas para o garoto e saiu, deixando Joseph desamparado. Para melhorar ainda mais sua situação, Gwen e Matt chegaram ao exato momento em que Sarah saiu. Para sorte de Joseph, Gwen não pretendia ficar muito tempo.

– Oi Joe! – Gwen cumprimentou-o, dando um beijinho em cada bochecha. Silêncio. – Qual é, Joe, não pode ficar me ignorando para sempre! – novamente, ele não disse nada. – Ou talvez possa... – a morena disse para si mesma. O segundo sinal bateu. – Droga! Tô atrasada pra aula de Fotografia! Até mais, garotos! – ela se despediu dando, novamente, dois beijos na bochecha de Joe. Depois o encarou por alguns instantes. – Ah, Joe, não fica assim. Eu só fiz aquilo porque gosto de você. – depois, a morena dirigiu-se ao outro garoto. – Te vejo depois da aula, Matt! – e assim saiu, desenfreada, para a aula de Fotografia. Você me pergunta, por que Matt iria até a casa da Gwen depois da aula? Simples. Eles também eram parceiros no trabalho de Economia Doméstica.

– Tchau, Gwen! – disse Matthew. Quando viu que ela não podia mais ouvi-los, ele se virou para Joseph. Os dois continuaram andando pela escola, sem rumo. Ambos tinham o próximo horário livre. – Cara! Ela tá tão a fim de você!

Joseph soltou uma risada.

– Quem, a Gwen? – ele riu novamente. – Tá de brincadeira. É claro que ela não tá a fim de mim! Só não quer perder o “brinquedinho” favorito dela.

– Então seja esse brinquedinho, cara! – exclamou Matthew. – Há dois dias você mataria por um beijo da Gwen e agora que aconteceu você fica agindo desse jeito? Ela vai acabar se cansando...

– Cara, eu é que tô cansado! – Joseph se revoltou. – Eu gosto da Gwen há três anos. Já disse isso para ela milhões de vezes e ela sempre adorou brincar comigo e me tratar como seu cachorrinho. Ela nunca gostou de mim de verdade e agora que eu tô tentando seguir em frente, ela faz aquilo? A Sarah não quer nem falar comigo. Eu tava gostando dela, mas a Gwen estragou tudo.

Matt suspirou. A pior parte era que Joseph estava certo.

– Tá legal, cara. Você tá certo. – ele admitiu. – Mas se quer meu conselho, não vai adiantar nada você ficar emburrado por aí. Vai atrás dessa garota! Explica o que aconteceu para ela.

– Como? Eu disse que ela não quer me ouvir.

– Relaxa... Eu sei o que você tem que fazer. – Matt abriu um sorriso maroto.

------

– Tudo bem, vamos acabar logo com isso. – foi a primeira coisa que Mia disse para Paul, quando foi até ele.

– O que você quer comigo, gata? – perguntou Paul, com um sorriso irônico. Mia achava aquele sorriso a coisa mais irritante de todas. – Se desculpar, por causa de ontem?

Mia ignorou a pergunta, limitando-se a um revirar de olhos.

– Infelizmente, querendo eu ou não, somos parceiros no trabalho de Economia Doméstica. – resmungou Mia, de má vontade.

– Peraí, você não tá esperando que faça esse trabalho, tá? – ele e os amigos gargalharam.

– Na verdade, sim, eu estou. – Mia falou, com desdém, tirando o sorriso do rosto de Paul. – Não tenho a mínima vontade de fazer o trabalho inteiro, sozinha e se você não me ajudar, tenho certeza que a professora vai ficar muito feliz em te dar um zero.

– Opa, calma, gata! – Paul ergueu os braços, se rendendo. – Tá legal, eu ajudo.

– Perfeito. – Mia abriu um sorriso falso e virou as costas para ir embora. Porém, logo depois, mudou de ideia e voltou. – Ah, e sobre as desculpas... – ela abriu um sorriso. – Nem mesmo nos seus sonhos mais bizarros.

E dizendo isso ela se virou e dessa vez foi embora de verdade.

------

Mais tarde, na casa dos McQueen, Alyssa e Zachary discutiam o projeto de Economia Doméstica. Levou algum tempo para que eles chegassem a um acordo.

– Tudo bem, então... Eu ficaria com o boneco às segundas, quartas e sextas e você às terças, quintas e no fim de semana, certo? – perguntou Zachary. Alyssa conferiu a tabela que tinha feito.

– Sim, isso mesmo. – ela confirmou, com um sorriso, depois de alguns instantes.

– Bom, então, parece que terminamos. – disse o garoto.

– Por enquanto. – Alyssa acrescentou, rindo. Zachary a acompanhou.

– Então, eu... Já vou. – começou ele.

– Ahm, não quer comer alguma coisa? – perguntou Alyssa, ligeiramente sem jeito. – Tem salgadinhos na cozinha.

– Ah, seria ótimo. – Zac aceitou o convite. Alyssa riu e se dirigiu a cozinha, deixando Zachary sozinho na sala de estar. Ele teve alguns instantes de sossego para pensar em certas coisas, mas minutos depois, Alyssa voltou com os salgadinhos, um copo de Coca-Cola e outro de suco de laranja. Ela deu a Coca para Zac e bebeu um gole do suco.

– Alyssa, eu tava pensando... – começou ele, mas a garota o interrompeu.

– Você gosta de Coca, certo? – perguntou. O garoto fez que sim com a cabeça, rindo. – Ah, que bom. Achei que não gostasse. Ah, desculpe. Pode continuar. – ela sorriu, desculpando-se.

– Bom, eu estava pensando que... – Zac recomeçou a falar, mas não conseguiu continuar. “Continua, falando, idiota.”, ele pensava, mas não conseguia concluir a frase.

– Em quê? – perguntou Alyssa, depois de alguns instantes de silêncio.

Zachary respirou fundo. “O pior que pode acontecer é ela recusar”. Pensando nisso, ele pôs tudo para fora, de uma vez só:

– Quer ir ao baile de calouros comigo?

Alyssa ficou tão surpresa que deixou o copo de suco cair. Os cacos de vidro se espalharam por todo o chão da sala.

– Eu tenho que limpar isso! Acho melhor você ir agora, Zac! – falou ela, como quem se desculpa. Ela guiou Zac até a porta.

– Peraí, Alyssa, você não me respondeu. – lembrou ele, sorrindo, antes de sair pela porta. A garota enrubesceu.

– Ah, bom... Eu... – gaguejou ela, nervosamente. Zachary ainda a encarava, com um sorriso que parecia no mínimo esperançoso. – Desculpa, Zac. Eu não posso.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   23.03.13 18:00



BY: ANNA; POST: DÉCIMO CAPÍTULO; TITLE: I KISSED A GIRL
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– Como assim, você recusou?! – foi o que Jenna disse, ou melhor, berrou, assim que Alyssa terminou de contar como fora sua tarde com Zachary. Eram mais de meia-noite, mas a garota não pareceu se importar com o volume da voz.

– Shhh! Quer acordar seus pais? – Alyssa, por outro, lado se preocupava até de mais. Jenna cruzou os braços, esperando uma resposta. Alyssa suspirou. – Você não entende Jen! Eu não podia aceitar o convite dele! Não na minha situação!

– Aly, pára com isso! – Jenna repreendeu-a. – Eu sei o quanto está sendo difícil pra você! Mas você não pode deixar de aproveitar a vida por causa disso.

– E se eu começasse a gostar dele? – questionou Alyssa. – E se começássemos a namorar e... Eu me apaixonasse? Como eu ia contar para ele? Se ele me rejeitasse... Eu não ia agüentar.

A essa altura, Alyssa estava à beira das lágrimas. Jenna suspirou. Ela se sentia mal pela amiga. Sentia-se mal por vê-la sofrer e não poder fazer nada para ajudar. Sentia-se mal por não ter estado lá durante todo esse tempo. Se ela continuasse morando em Washington, talvez isso não tivesse acontecido. Ela não podia deixar de se sentir um pouco culpada.

– Aly... – Jenna abraçou a amiga. – Eu sei o que você tá passando, amiga... Mas você tem que viver. Não pode deixar que isso te impeça de fazer o que você quer fazer. E eu sei que você quer ir ao baile com ele.

– Tem razão, eu quero. – ela admitiu, secando as lágrimas com as costas da mão. – Mas... Eu não posso. Eu vou ao baile. Mas vou sozinha.

Jenna suspirou. Ela não ia conseguir convencer Alyssa.

– Tá legal. Se você acha melhor assim... – ela finalmente se rendeu.

– Eu acho. Agora, se não e importa, eu vou dormir. Boa noite, Jen. – disse Alyssa, antes de sair do quarto da amiga.

– Boa noite. – respondeu Jenna, mas Alyssa já tinha saído.

------

Na manhã seguinte...

– Gwen, eu achei o vestido perfeito pra você, na Prada! – exclamou Isabella.

– Espero que tenha no meu tamanho. – lamentou a morena. – Eu tenho engordado bastante nas últimas semanas...

– Que nada, Gwen! Você tá ótima! – falou Jasmine.

– Ah, Bells! Eu vi um vestido na Nina Ricci que ficaria perfeito em você. – lembrou Brittanny.

As Queens estavam discutindo isso há vários minutos, sentadas na mesa de sempre do refeitório. Brad, James, Matt e Tina não participavam da conversa. Joseph nem havia aparecido.

– Então, está combinado! – declarou Jasmine. – Nós quatro vamos ao shopping hoje à tarde para escolher nossos vestidos para o Baile dos Calouros. Você vai também, não é, Tina?

Foi nesse ponto que Brad começou a prestar atenção na conversa.

– Ahn, eu? – perguntou Tina.

– Tem alguma outra Tina nessa mesa? – rebateu a loira.

– Jas, tem certeza que é uma boa ideia? – intrometeu-se Brad, começando a se desesperar.

– E por que não seria?

Brad hesitou.

– Por nada... – ele falou. – Mas tem certeza que a Tina quer acompanhar vocês? Acho que ela tem coisas mais legais pra fazer...

– Eu quero sim! – confirmou a garota. Brad bateu com a mão na testa, violentamente.

– Ótimo! – exclamou Jasmine. – Vamos às 17:00, porque eu e a Bells temos que fazer os testes para líderes de torcida depois da aula.

– Era tudo que me faltava... – Isabella revirou os olhos. – Novatas amadoras que acham que saber dar uma estrela é suficiente para ser líder de torcida.

– Não reclama, Bells! – exclamou Brittanny. – Ontem eu tive que fazer os testes pro time de vôlei. Além de ter que agüentar aquela garota com voz de esquilo, a tal Meredith, que estava me ajudando, eu quase levei uma bolada no rosto. Acredite, os testes para líder de torcida são bem melhores.

– Nossa pessoal! Vocês só sabem falar sobre si mesmas! – exclamou Gwen. Irônico ter sido justamente ela a falar, não acha? Os outros na mesa também acharam. – Mudando de assunto: algum de vocês viu o Joe?

Não precisou de muito tempo para que sua pergunta fosse resolvida. Joseph chegou ao refeitório, carregando um violão. Um garoto ia atrás dele, ajudando-o com um microfone. Joseph testou-o.

– Som. Som. – disse ele. Depois bateu levemente com o dedo no microfone. Parecia estar funcionando bem. – Ahn, oi pessoal. – começou ele, um pouco sem jeito. A cantina inteira parou para ouvir o que ele tinha a dizer. – Eu queria apenas pedir pra vocês um minutinho da sua atenção. Eu queria cantar uma música pra alguém de quem eu gosto muito.

Gwen estava radiante. Ele já ia se levantar para ir abraçar Joseph, quando ele completou:

– Sarah, essa é pra você! – ele indicou a garota loira, sentada sozinha numa mesa nos fundos do refeitório e todos os olhares se voltaram para ela. A garota estava mais vermelha que um pimentão. Gwen também estava, mas não de vergonha e sim de raiva. Ela nunca se sentira tão humilhada em sua vida. Ela sentia as lágrimas de ódio descendo pelo seu rosto. Todos na mesa estavam chocados. Aliás, todos no refeitório estavam, mas isso não impediu Joseph. Ele começou a tocar o violão e em seguida começou a cantar.

Look at the stars
Look how they shine for you
And everything you do
Yeah, they were all yellow

I came along
I wrote a song for you
And all the things you do
And it was called Yellow

So then I took my turn
Oh what a thing to've done
And it was all Yellow


Sarah não conseguiu conter as lágrimas. Apesar de Joseph ser um completo idiota, ela não podia deixar de sentir borboletas no estômago perto dele. E agora ele estava ali, na frente da escola inteira, inclusive da suposta namorada, dedicando uma música linda pra ela. Joseph continuava cantando.

And your skin
Oh yeah your skin and bones
Turn into something beautiful
Do you know?
For you I'd bleed myself dry
For you I'd bleed myself dry

It's true, look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine for...

Look at the stars
Look how they shine for you
And all the things that you do


Ele tocou o último acorde da música. A cantina explodiu em aplausos. A única mesa que não havia aplaudido era a mesa popular, onde todos ainda estavam em estado de choque. O único que estava reagindo normalmente era Matt, que havia sido o dono da ideia e parecia no mínimo orgulhoso de Joseph. Este já havia pegado Sarah pela mão e saído do refeitório.

– Sarah, olha só... – ele começou a explicação. – A Gwen não é minha namorada. Não sei de onde ela tirou aquilo. Eu nem mesmo gosto dela. Eu gosto de uma outra garota... – ele sorriu, tirando uma mecha de cabelo loiro do rosto de Sarah. Ela riu.

– Tudo bem. Eu também gosto de um certo garoto... – brincou ela.

– E se esse certo garoto te convidasse para o baile, o que você diria? – perguntou ele. Sarah fez uma cara pensativa, mas depois caiu na risada.

– Sim, é claro, seu bobo! – e os dois se beijaram.

Uma multidão espiava o casal pela porta do refeitório. Entre eles, Matt, que queria saber se seu plano dera certo. Mas parecia que Gwen não estava gostando.

– Pode fazer o favor de controlar o seu namorado, Brittanny! – gritou a garota, cerrando os dentes e apertando os olhos para a garota.

– Tá legal... E ele não é meu namorado! – exclamou ela, se dirigindo até a multidão e tirando Matt de lá.

– Matt, vamos voltar para a mesa. – ela fez sua melhor cara de cachorrinho.

– Eu tenho uma ideia melhor... – respondeu ele, pegando-a pela mão e arrastando-a para fora da cantina. A multidão já havia se dispersado, já que Joe e Sarah não estavam mais lá. Brittanny foi levada para o corredor da Biblioteca. A única pessoa presente era a bibliotecária, que estava ocupada demais carimbando livros para prestar atenção a cena. Matt se ajoelhou. – Brittanny Hale... – começou Matt. Brittanny ficou alarmada.

– Está me pedindo em casamento, Matt? – ela o interrompeu, um pouco assustada. A bibliotecária parou de carimbar os livros por um instante, mas logo voltou a sua tarefa.

– O quê? Não! – falou Matt, confuso. Brittanny suspirou.

– Ah, ótimo. Isso seria estranho... – disse ela, aliviada. Matt olhou-a. – Desculpe. Pode continuar.

– Tudo bem. – prosseguiu Matt. – Ahm, Brittanny, você me daria a honra de ser minha acompanhante no Baile de Calouros?

Apesar de não ter sido exatamente pega de surpresa, Brittanny ficou sem palavras. O que responderia? Ela se afastou de Matt.

– Escuta, Matt... – começou ela. Depois percebeu que o garoto continuava ajoelhado. – Levante-se!

Ela ajudou o garoto a se erguer. Depois deu um passo atrás, afastando-se dele. E continuou.

– Matt, eu... Desculpe. Eu não posso fazer isso com você. Não posso. – Brittanny havia fechado os olhos, com força. Sabia que não conseguiria olhar Matt nos olhos e dizer o que estava prestes a dizer.

– Não pode o quê? – perguntou o garoto.

– Me desculpe, Matt. Eu não posso ir ao baile com você. Não é você que eu amo. – e dizendo isso, ela saiu correndo da biblioteca, deixando Matt lá sozinho com a bibliotecária. E com Adam Martin, que ouvira toda a conversa do casal.

------

Kayla estava nervosa esperando o resultado do seu teste de torcida. Ela era uma das poucas que esperara para ver o resultado, pois queria tanto aquilo que não aguentaria esperar até o dia seguinte para descobrir se passara ou não. Junto com ela, estavam apenas outras três garotas. Uma delas era uma garota loira, muitíssimo animada e falante. Ela não havia parado de tagarelar desde que havia saído da sala. Sua voz fina era extremamente irritante e Kayla tentava bloquear seu falatório o máximo possível, mas, mesmo assim, ela estava com uma tremenda dor de cabeça. A segunda era uma garota morena e aparentemente tímida, mas que havia ido muito bem no teste. Kayla tinha absoluta certeza de que ela passaria. A terceira e última era uma garota loira arruivada, que havia feito uma apresentação ridícula, mas que também não havia parado de falar um segundo sobre o quanto era boa, num tom arrogante. Ela e a garota loira competiam para ver qual das duas se cansaria de falar primeiro.

Kayla havia pedido que Jenna e Alyssa a acompanhassem no teste, para ficar mais confiante, mas Alyssa não estava se sentindo muito bem e as duas tiveram que ir para casa. Agora, a garota não podia estar mais nervosa. Tudo que conseguia pensar era em como sua vida no colégio poderia mudar se ela fosse aprovada. De repente, ela seria tão popular quanto era em sua antiga escola. E os populares sempre conseguem o que querem, pensou ela.

Já eram mais de 17:00 quando Jasmine e Isabella, as líderes de torcida responsáveis pelos testes, saíram do ginásio, e colaram a folha com o nome das garotas aprovadas no quadro de avisos ao lado dos armários. As garotas tagarelas correram até lá para olhar seus resultados. Kayla e a garota tímida tentaram parecer indiferentes. A primeira garota, a loira tagarela, olhou a lista das aprovadas. Ela encarou a lista, indignada, como se aquilo pudesse mudá-la. Seu olhar recaiu sobre a lista das garotas em estado de espera. Ela sorriu contente, ao ver que seu nome estava lá. A garota arrogante não teve tanta sorte. Ela saiu pelos corredores xingando todos os nomes de que se lembrou, chutando todos os objetos que encontrava em seu caminho. Foi a vez da morena tímida. Kayla nem precisou olhar para ela para saber sua reação: ela havia conseguido, claro. Então, foi a vez de Kayla. Agora, ela era a única no corredor (Jasmine e Isabella haviam entrado no ginásio novamente, para se trocarem). A garota respirou fundo e se aproximou da lista, lentamente. Ela procurou por seu nome. A lista já estava acabando e ela entrando em desespero. Foi quando ela viu um “K”. Era o último nome da lista. K-A-Y-L-A M-E-L-B-O-U-R-N-E. Ela havia conseguido! Kayla bateu palmas, entusiasmada. Naquele instante, Jasmine e Isabella saíram do ginásio, conversando. Elas não trajavam mais o uniforme azul e prata das líderes de torcida, mas sim suas roupas de grife e seus saltos da moda. Elas pararam de falar quando viram Kayla.

– Ah, você ainda está aqui? – perguntou Jasmine, mas seu tom não era de desprezo, como de costume. Era ligeiramente animado e esforçadamente simpático. – É Kayla, certo? Estávamos falando de você.

– Você foi muito bem no teste hoje. – explicou Isabella ao ver a expressão assustada de Kayla, reprimindo uma risadinha. – Conseguiu uma das maiores pontuações.

– Da história. – completou Jasmine.

– Sério? – perguntou Kayla, incrédula. As duas fizeram que sim com a cabeça, ao mesmo tempo. Eram como gêmeas de mães diferentes. O sorriso de Kayla ia de uma orelha a outra.

– Bom, nós não dizemos isso para todo mundo... – começou Isabella.

– Não dizemos mesmo... – acrescentou Jasmine. Isabella continuou a falar, sem se importar com a interrupção.

– Mas... Quer ir fazer compras com a gente, agora? A Brittanny e a Gwen também vão estar lá.

Kayla não sabia o que responder. Seus pais queriam que ela fosse para casa, o mais cedo possível. Mas ir fazer compras com aquelas garotas poderia ser sua passagem para o mundo da popularidade. Ela estaria no topo novamente se fosse vista com Jasmine e as outras no shopping. Não era muito difícil se decidir.

– É claro! – concordou ela.

– Ótimo! – exclamaram as duas ao mesmo tempo. Jasmine continuou: – Quer uma carona?

– Ah, seria ótimo. – disse Kayla. Pra quê ficar esperando por um táxi, se ela poderia pegar uma carona com as garotas mais populares da escola?

As três seguiram para o carro de Jasmine. Era um dos únicos no estacionamento da escola: uma Mercedes vermelha, conversível, novinha em folha. Parecia ter sido comprada no dia anterior. A loira abriu a porta da frente e se sentou no banco do motorista. Isabella sentou-se no banco do carona. Kayla abriu a porta de trás cautelosamente e sentou-se no assento de couro, confortavelmente. Jasmine ligou o carro, manobrou para sair do estacionamento e se dirigiu para o shopping.

Levou mais de três horas para que as seis garotas (Jasmine, Isabella, Gwen, Brittanny, Tina e Kayla) conseguissem achar os vestidos perfeitos para o Baile. Kayla não se demorou muito. Acabou achando um lindo vestido branco-peróla, com tiras prateadas e detalhes em preto, logo na primeira loja que entrou com as garotas. As outras cinco demoraram mais. Tina comprou um vestido lilás, que Jasmine garantiu que ficaria perfeito nela com o sapato e a maquiagem adequada. Kayla sabia que era mentira, mas não disse nada; não queria estragar tudo com as Queens só por causa de Tina, que ela nem conhecia direito. Brittanny comprou um vestido longo vermelho, que destacava sua pele bronzeada. Gwen comprou um vestido verde que ia até pouco acima do joelho. Isabella comprou um vestido preto que destacava sua pele clara e Jasmine comprou um vestido turquesa que caíra perfeitamente nela, destacando sua pele levemente bronzeada e seus olhos verde-azulados.

As seis iriam tomar um sorvete depois das compras, se Jasmine não tivesse tido um “problema” em casa e ido embora. Com isso, o grupo todo se rompeu. Isabella e Brittanny foram comprar sapatos. Gwen foi com elas, mas estava mais preocupada (ou melhor, obcecada) com o Twitter e o Facebook de Joseph, procurando alguma prova de que ele e Sarah estivessem realmente juntos para poder se jogar na fossa definitivamente. Tina, que não estava nada confortável com a situação, acabou inventando uma desculpa qualquer para ir embora. Por fim, só restou Kayla. Ela pediu um sorvete sabor caramelo e se sentou numa mesa vazia. Pouco tempo depois, ela ouviu uma voz feminina, vindo de trás dela.

– Kayla, é você? – perguntou a voz. Kayla virou-se.

– Lis! – exclamou a loira. Levantou-se e abraçou Lisanna, feliz por tê-la encontrado. – Senta aí! – ela sinalizou a cadeira vazia, sentando-se também.

– Você não me ligou! – repreendeu Lisanna, brincando.

– Bom, eu... Não sabia o que dizer... – mentiu Kayla, fingindo examinar as unhas.

– Ah, sério, Kayla? – questionou a garota dos cabelos cor de rosa, dessa vez mais séria. – Conversamos por horas aqui e você não sabia o que dizer?

– É... Conversamos tanto que acabou o assunto. – improvisou a loira, sem conseguir encarar Lisanna. A garota de cabelos cor-de-rosa olhou para Kayla, com intensidade. Dessa vez, a loira não conseguiu desviar o olhar. – O que foi?

– Diz a verdade, Kayla! – exclamou a universitária. – Porque não quis falar comigo?

Kayla suspirou.

– Tá legal... – começou Kayla. – Mas... Promete que não vai... me julgar?

Lisanna sorriu.

– Prometo.

Kayla respirou fundo e pôs tudo para fora. Ou pelo menos tentou.

– Bem, desde que eu te vi aquele dia no shopping e vim... Sentindo... Coisas. Coisas estranhas. Eu não sei o que é. Só sei que não consigo parar de pensar em você. Eu tento me convencer de que isso é só porque nós nos demos bem naquele dia. Mas no fundo eu sei que não é só isso. Eu acho... acho que estou meio que... apaixonada... por você, Lis. – a essa altura, Kayla sentia as lágrimas descendo pela sua face. Lisanna não parecia surpresa, mas Kayla sentia-se a pior pessoa do mundo. Se apaixonar por uma garota? Para ela e para a família dela, aquilo era um pecado.

– Calma, Kayla, está... Está tudo bem. – disse Lisanna, tentando conter a amiga, que estava em prantos.

– Não, não está...

Quanto mais Lisanna tentava acalmá-la, mais Kayla chorava, desesperadamente. Até que a garota tentou acalmá-la de uma maneira diferente. Inesperadamente, Lisanna beijou-a. Um beijo intenso, quente, quase desesperado, que durou vários segundos. Alguns desconhecidos pararam para olhar. Quando acabou, Kayla não podia estar mais confusa.

– Eu... Tenho que ir. – disse ela, sem olhar Lis nos olhos. Ela pegou sua bolsa e foi embora, deixando Lisanna sozinha na mesa.
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Jas Pierce
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   01.06.13 19:04



BY: ANNA; POST: DÉCIMO PRIMEIRO CAPÍTULO; TITLE: SATURDAY NIGHT
spotlights

O resto da semana se passou e chegou o sábado, dia do Baile dos Calouros. Todos os alunos estavam aguardando ansiosamente por aquele dia. Para os novatos, era a chance perfeita de fazer mais amigos e se enturmar com a turma dos populares. Para os veteranos, era uma excelente oportunidade para reafirmar sua reputação e aumentar o status social. Mas para todos eles era uma chance de se divertir.

Quando Mia chegou à casa de Eileen, com seu Mustang, com seu eram 18:00 em ponto. A garota parou o carro em frente à mansão enorme. Ela tocou a campainha e um dos empregados veio abrir a porta, instantes depois. Mia percebeu que para entrar ela precisaria se identificar.

– Sou Mia. Vim buscar a Eileen. – apresentou-se a garota loira. Ela usava um vestido preto e roxo, tomara-que-caia, e tênis All Star que quase chegavam aos joelhos. O cabelo loiro estaca solto e agora tinha mechas pretas, ao invés de cor-de-rosa. O homem deixou-a entrar, apesar de estranhar seu jeito de se vestir.

A casa era tão luxuosa por dentro quanto era por fora. De alguma forma, Mia não conseguia imaginar Eileen morando numa casa como aquela, com piso de porcelana, lustres de cristal e quadros de artistas renomados enfeitando as paredes. Mas, por outro lado, ninguém acreditava que ela era filha do prefeito de Los Angeles. Nem ela acreditaria.

– Fique a vontade. – disse o homem, retirando-se da sala. Mia se sentou no sofá da sala de estar, um pouco desconfortável. Poucos instantes depois, Eileen desceu a escadaria em caracol. Estava de moletom e pantufas, com o cabelo bagunçado.

– Oi Mia! – ela cumprimentou a amiga. – Você tá linda!

– Eileen, o que aconteceu? – perguntou a loira. – Você vai desse jeito pro baile?

– Eu não vou ao baile, Mia. – explicou a outra garota.

– O quê? Por quê?

Eileen suspirou e se jogou no sofá.

– Porque... – começou ela, lentamente. – Porque eu não quero ter que encontrar de novo com aquela loira azeda de novo. Satisfeita?

– Não, nem um pouco. – falou Mia, franzindo o cenho. – Me diz uma coisa Eileen, você vai deixar aquela garota estragar a sua noite? Ela manda em você? Pode mandar em metade da escola, mas em você, eu duvido muito.

– Mia, eu não quero problemas com ela, tá? Aquela garota é uma idiota e tudo mais, mas eu prefiro ficar longe do caminho dela a comprar briga, arranjar confusão e acabar suspensa.

– Tá legal, mas ir numa festa não vai te fazer mal nenhum. – Mia continuava tentando convencê-la. – Quem disse que vocês vão se encontrar? Ela vai estar mais preocupada com o penteado do que com você.

Eileen suspirou.

– Mesmo assim, é melhor prevenir do que remediar. – e Eileen continuava teimando em não ir. – Além disso, o que eu vou ficar fazendo lá? Pareço o tipo de garota que se acaba de dançar numa pista de dança?

– Toda garota é do tipo que se acaba de dançar numa pista de dança, Eileen. Até mesmo eu. – Mia deu de ombros.

– Tá legal, Mia, mas... – ela parou um segundo para pensar em outra desculpa. – Mas eu não tenho nenhuma roupa pra ir ao baile!

– Olha pra mim, Lee. Estou usando um vestido picotado que a minha mãe me deu e um All Star velho. Quem liga pra roupa?

Eileen riu.

– Tá legal, tá legal... Me convenceu! – exclamou a ruiva, levantando-se do sofá. – Mas você vai me ajudar a escolher o vestido.

– Ah não... – gemeu Mia, levantando-se de má vontade e acompanhando Eileen até o seu quarto.

Aproximadamente 45 minutos depois, Eileen estava apronta. Usava um vestido vermelho alaranjado, de uma alça só, e um sapato de salto alto preto. O cabelo ruivo, liso com cachos nas pontas, estava preso em um coque elegante.

– Nunca imaginei que viveria para ver Eileen Fletcher vestida como uma patricinha! – brincou Mia, assim que a viu. – Você tá ótima, Lee! Agora vamos!

As duas entraram no Mustang e foram em direção a escola. Chegaram lá em 10 minutos. Mia estacionou o carro e as garotas seguiram para o ginásio. O espaço estava todo decorado. Havia um globo de espelhos bem no meio do lugar e havia sido montado um palco, para que o DJ e os alunos pudessem se apresentar. Uma mesa com vários tipos de petiscos e bebidas se encontrava no canto do enorme ginásio e, no lado contrário ao palco haviam várias mesas, para que as pessoas se sentassem. Entre as mesas e o palco havia um espaço enorme, que servia como pista de dança. Por enquanto, como ainda estava cedo, a pista não estava completamente cheia, mas várias pessoas já haviam deixado o espaço das mesas para irem dançar com seus pares ou com seus amigos. Por mais que Eileen odiasse Jasmine, ela tinha que admitir: a loira era uma ótima organizadora de festas.

No canto do palco, o DJ tocava I Gotta Feeling, dos Black Eyed Peas. Eileen identificou Jasmine dançando agarrada ao namorado, o loiro mongolóide capitão do time de futebol. Ela tentou ignorar a garota e se sentou com Mia numa mesa.

Ao mesmo tempo, Alyssa entrava na sala, acompanhada de Jenna e seu par, Leonard. Ela mesma não havia se preocupado em arranjar outro acompanhante, após recusar o convite de Zachary, mas se sentia um pouco mal em ver todos os outros com seus pares, sendo que ela estava sozinha. Os três se sentaram numa mesa, mas poucos minutos depois, Leonard chamou Jenna para dançar. Indecisa, ela olhou para a amiga.

– Vai, Jen. – Alyssa a encorajou. – Eu vou ficar bem.

– Tem certeza? – perguntou Jenna, desconfiada.

– Claro que tenho. Não se preocupa comigo.

Jenna não estava acreditando muito, mas antes que ela pudesse dizer qualquer outra coisa, Leonard puxou-a para a pista de dança.

A verdade era que Alyssa não estava muito a fim de ir ao baile. Estava um pouco enjoada e sabia que não teria nada para fazer lá, mas se ela não fosse, tinha certeza de que Jenna ia passar um sermão do tipo “Você não pode deixar a gravidez arruinar sua vida social”. Ela estava entediada, olhando as pessoas que passavam, quando viu Zac. Ele e uma garota loira, com jeito de líder de torcida, dançavam animadamente. Bom, pelo menos a líder de torcida estava animada, porque Zachary apenas se sacudia no ritmo da música, como se não estivesse com a mínima vontade de dançar. Alyssa teve certeza que seus olhares se cruzaram, mas com todas aquelas pessoas no espaço, era difícil saber. Ela não pôde deixar de ficar um pouco chateada. Zachary gostava dela, certo? Então, por que havia convidado aquela garota? Só por que ela havia recusado o convite? Porque ele não poderia ir sozinho, como ela havia feito? Mas, por outro lado, a garota sabia que os dois não tinham nenhum tipo de relacionamento. E, por mais difícil que seja encarar isso, eles nunca teriam. Ele não devia nada a ela. Ela observou os dois dançando a música, tão alta que Alyssa sentia dor de cabeça. Ela foi até a mesa de comida e pegou um copo de ponche. Talvez ajudasse a conter o enjôo, na falta de chiclete de menta.

Próximos a Zachary e a líder de torcida, estavam Jasmine, Brad, James e Tina. Jasmine e Brad dançavam agarrados, como se fossem um corpo só. Se não estivessem em público, provavelmente estariam tirando as roupas um do outro ali mesmo, ou pelo menos era o que parecia. James e Tina dançavam a certa distância um do outro, e não pareciam nada confortáveis. Na verdade, nem se esforçavam para parecer um casal.

– Pode dizer ao seu amigo tarado para parar de olhar para o meu decote? – resmungou Jasmine, para Brad. – Ele não tem uma namorada?

– Cara! – Brad repreendeu o amigo, mas sem levar muito a sério as reclamações da namorada.

– Eu não estou olhando para os peitos dela! – retrucou James. Aquilo era mentira, é claro, mas ninguém se importava. A não ser Jasmine, que bufou com força e arrastou Brad para longe dali. Mas a dança dos dois não durou por muito tempo, pois foram interrompidos pelo DJ, que havia acabado de parar a música.

– E agora, o primeiro número da noite! Brad Marshall e James van Riper! – anunciou o homem, que devia ter uns 21 anos. O ginásio explodiu em aplausos. Várias garotas, que antes se encontravam sentadas nas mesas do fundo, correram para a frente do palco. Jasmine não gostou nada daquilo e saiu abrindo caminho pela multidão de garotas histéricas, até conseguir chegar à beirada do palco. A música começou a tocar. Brad mandou um beijo para Jasmine. A garota sorriu satisfeita. Brad foi o primeiro a cantar.

Walking after dark
In the New York City park
Your thoughts are so unholy
In the holiest of holes
On ward Christian soldiers
Filled with jivin’ mind control


A pista agora estava cheia. Todos dançavam e cantavam junto com a música. Foi a vez de James.

The blood left on the dance floor
Running, running red
The bullet that you asked for kill you to your death
Unless you


(Brad e James juntos)

Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ
Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ
Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ
Hold him under water til the mother fucker drowns

We are the vultures
The dirtiest kind
The cultures wars
In your heart and your mind


Todos no ginásio agora estavam na pista, com seus parceiros, dançando animados. Exceto, por Jasmine e Tina, que decidiram esperar que Brad e James terminassem sua performance para voltarem à pista de dança. Enquanto isso não acontecia elas conversavam sobre seus namorados.

– Brad é tão carinhoso! – exclamou Tina. – James nem gosta de me beijar quando estamos em público...

– Isso não é muito a cara do James... – retrucou Jasmine. – Mas você tem razão. Vocês nem parecem namorados direito. E quando estávamos na pista, tenho certeza que ele estava olhando para o meu decote, sim!

Tina riu forçadamente. Enquanto isso, Brad e James finalizavam sua performance.

Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ
Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ
Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ
The voices in my head are saying "shoot the fucker down"


Naquele exato momento, Quinn entrou no salão, tentando não atrair atenção de nenhuma das Queens. Estava usando um vestido roxo, que ia até os joelhos, diferente da maioria das garotas, que usava vestidos decotados, curtíssimos e colados ao corpo. Ela se perguntou como aquelas garotas conseguiam respirar usando roupas como aquelas. Ela nunca gostara muito de festas. Quase nunca ia a nenhuma, mas dessa vez, Alexis conseguiu convencê-la. No exato momento em que pôs os pés do salão, se arrependeu de ter aceitado. O que ela faria numa festa como aquela? Conversar? Com quem? Ela não era o que se pode chamar de “Garota popular”. Dançar? Até parece. Ela mal conseguia dar dois passos sem tropeçar, usando tênis All Star comuns. Imagine dançar com saltos de 10 centímetros. Ela estava quase caindo quando, vinda sabe-se lá de onde, Alexis apareceu na frente dela e a abraçou, por tempo suficiente para que ela recuperasse o equilíbrio.

– Quinn! – cumprimentou a ruiva. – Achei que não viesse!

– Pois é. Eu prometi que viria, né? – respondeu a garota, enquanto caminhava apoiada na amiga, até a mesa onde Luke estava sentado. – Oi Luke! – falou a morena, colocando a bolsa-carteira prata (cortesia de sua mãe) sobre a mesa.

– E aí, Quinn? – perguntou ele, olhando a garota de cima a baixo. – Está ótima, hein? – brincou ele. Quinn soltou uma risada irônica.

– Até parece... – disse ela, um pouco sem graça.

– Vem comigo, tem uma pessoa que eu preciso te apresentar! – chamou Alexis, arrastando Quinn até a mesa de comida, onde se encontrava um garoto de cabelos loiros, ligeiramente arruivados, e lindos olhos azuis. – Quinn, esse é o meu irmão, Antonny. Pode chamá-lo de Tony. – disse ela, indicando o garoto. – Antonny, essa é a Quinn. É a garota de quem eu te falei. Vai ser sua parceira no trabalho de Economia Doméstica.

– Ah, claro! – sorriu ele, estendendo a mão para a garota. – É um prazer, Quinn.

De início Quinn não percebeu que a mão dele estava estendida. Ela estava ocupada de mais, perdida, nos lindos e profundos olhos azuis de Tony para prestar atenção nas mãos. Ela só viu que o garoto estava com a mão estendida quando Alexis deu-lhe uma cotovelada discreta e ela “acordou” do transe.

– Ah, i-igualmente... ahn... Tony. – respondeu ela, rápida e nervosamente. Antonny riu. “Eu sou uma idiota”, pensou Quinn. – Ahn... Eu vou... Voltar pra mesa. – continuou ela. – Até mais, Tony. Vem comigo, Lexi? – ela não esperou resposta e arrastou a amiga até a mesa onde eles estavam. Luke não se encontrava mais lá.

– Peraí, Quinn! O que foi isso? – Alexis se desvencilhou de Quinn.

– Isso o quê? – ela se fez de desentendida, apesar de saber exatamente do que Lexi estava falando. Lexi a encarou, como se a estivesse desafiando a continuar se fazendo de boba. – Não foi nada, Lexi! – ela continuou, sem convicção, evitando o olhar da amiga ruiva. – Se me dá licença, agora eu vou ao banheiro. – e dizendo isso ela saiu correndo, sem rumo.

E Alexis ficou lá, plantada, sem entender nada. A algumas mesas de distância, Jake e Chyler estavam sentados, observando os amigos se divertindo na pista de dança. Um silêncio constrangedor pairava entre os dois.

– E aí, Chy? – Jake tentou quebrar o gelo. – Tá gostando da festa?

Chyler não respondeu. Jake suspirou.

– Chy, eu... Acho que a gente devia conversar... Sabe, sobre o que aconteceu, naquela noite no shopping...

– Não tem nada pra conversar. – retrucou Chyler, sem nem sequer olhar para Jake.

– Sinceramente, eu não entendi porque você ficou tão chateada. – insistiu Jake. – Foi só um beijo...

– Você não tinha direito nenhum de...! – exclamou a morena.

– Você não gostou? – Jake a interrompeu. Chyler hesitou.

– Não foi isso, foi só que... – começou a garota, timidamente. Será que ela deveria contar para ele? – Não foi só um beijo. Foi... o meu primeiro beijo.

Jake encarou-a, boquiaberto.

– Está falando sério? – perguntou ele, incrédulo. Chyler fez que sim.

– Eu queria que fosse especial, sabe? Como aqueles dos filmes... E meio que foi... – ela riu de si mesma. – Mas eu fiquei um pouco assustada. Por isso eu fui embora daquele jeito. Desculpa...

Jake riu.

– Tudo bem... – respondeu ele. O silêncio constrangedor voltou. – Escuta, Chy... – começou Jake, um pouco nervoso, após alguns minutos. Chyler olhou-o. Ele respirou fundo e tomou coragem para terminar a frase. – Quer dançar?

Chyler ficou vermelha, mas sorriu para ele. Depois se deixou ser levada para o meio da pista de dança. Enquanto isso, Gwen estava sentada numa mesa, raivosa. Seu par, um jogador de futebol que ela nem se dera ao trabalho de decorar o nome, estava sentado ao seu lado, jogando Need for Speed em seu Android. Ela, por outro lado, se ocupava em encarar com ódio um casal que dançava a alguns metros de distância: Joseph e Sarah.

– Gwen! – a voz de Brittanny tirou-a de seus devaneios. – O que você tá fazendo? Vamos dançar!

– Não tô a fim, Britt... – respondeu ela, abatida. Brittanny piscou, confusa.

– Gwen Carter não está a fim de dançar numa festa? Peraí, eu perdi alguma coisa? – perguntou ela.

– Veja com seus próprios olhos... – Gwen indicou Joe e Sarah com a cabeça. Brittanny suspirou.

– Gwen, você não pode ficar aí definhando por causa do Joe. – aconselhou a garota. – Eu sei que você gostava dele e tal, mas... Você nunca disse isso pra ele. E olha que você sabia que ele gostava de você. Se você realmente gostar do Joe, tem que falar pra ele como se sente.

– Ah, meu Deus, você tá certa, eu... – Gwen desesperou-se. Ela ficou calada durante alguns segundos, pensando. – Britt, você é um gênio! – ela cantarolou. Logo em seguida, ela saiu correndo até o palco, deixando Britt plantada com aquele jogador de futebol, que estava completamente perdido no assunto. Gwen correu até o DJ e cochichou algo em seu ouvido, depois subiu no palco. A música parou e a voz do DJ se fez ouvir na sala barulhenta e todos pararam para escutar.

– Bom pessoal, parece que temos uma apresentação de última hora! Aplausos para Gwen Carter!

As pessoas aplaudiram animadamente, mesmo sem saber o que estava acontecendo. Gwen sorriu, orgulhosa com os aplausos.

– Essa música é pra alguém muito especial pra mim. Joe... É pra você. – disse ela, sorridente. Joseph e Sarah pararam ao mesmo tempo e começaram a prestar atenção. A música começou a tocar e Gwen começou a cantar, com sua voz melodiosa.

Never put my love out on the line
Never said yes to the right guy
Never had trouble getting what I want
But when it comes to you I'm never good enough
When I don't care
I can play them like a Ken doll
Won't wash my hair
Then make them bounce like a basketball

But you make me wanna act like a girl
Paint my nails and wear high heels
Yes you make so nervous that I just can't hold your hand


A essa altura Joseph já estava fumegando de raiva. De novo, Gwen estava arruinando completamente seu relacionamento com Sarah. Como ele algum dia pudera gostar de uma garota tão egoísta e sem-noção? Ela continuava cantando:

You make me glow
But I cover up, won't let it show
So I'm putting my defenses up
Cause I don't wanna fall in love
If I ever did that, I think I'd have a heart attack
I think I'd have a heart attack
I think I'd have a heart attack

The feelings got lost in my lungs
They're burning, I'd rather be numb
And there's no one else to blame
So scared I'll take off and run
I'm flying too close to the sun
And I'll burst into flames


Joseph não estava acreditando. Gwen era tão... Tão... Tão complicada! Uma hora, ela não queria estragar a amizade dos dois. Na outra, ela cantava aquela música para ele no meio de uma multidão. Ela tinha que decidir o que queria. Foi aí que Joe percebeu que Sarah não estava mais lá. Ele passou os olhos pelo salão, procurando-a. A alguns metros de distância dele, aqueles familiares cabelos loiros corriam em direção a porta.

You make me glow
But I cover up, won't let it show
So I'm putting my defenses up
Cause I don't wanna fall in love
If I ever did that, I think I'd have a heart attack


Gwen finalizou a canção e recebeu os aplausos, com um sorriso. Depois correu os olhos pela multidão, procurando aquele tão querido par de olhos azuis. Mas, para sua completa decepção, Joseph não estava mais lá.
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MensagemAssunto: Re: Spotlights High School   04.06.13 20:05



BY: ANNA; POST: DÉCIMO SEGUNDO CAPÍTULO; TITLE: BROKEN HEARTED
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Joseph saiu correndo atrás de Sarah, atropelando todos que passavam por seu caminho. Ele rodou toda a escola à procura da garota, até que a achou sentada no pátio, num banco. A maquiagem estava um pouco borrada, devido às lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

– Sarah... – ele se sentou ao lado dela. Ela levantou o rosto e enxugou as lágrimas com as costas da mão. – Me desculpe pela Gwen, eu não sei o que...

– Não foi culpa sua, Joe. – ela respondeu. – Na verdade, não foi culpa de ninguém. Gwen não fez nada de errado. Ela só... se apaixonou por alguém que...

– Sarah, a Gwen não está apaixonada por mim. – Joseph a interrompeu, falando com convicção. Sarah apenas riu.

– Joe você não consegue enxergar um palmo a frente da sua mão, não é? – riu a loira. – É claro que ela está apaixonada por você. Se não estivesse, acha que faria tudo aquilo?

– Gwen não é como você pensa. Ela é... egoísta, dissimulada... possessiva... Eu passei anos insistindo para que ela fosse minha namorada, mas ela sempre me rejeitou. Era cruel. E agora que eu resolvi seguir em frente...

– Você já ouviu a frase, “só se dá valor ao que se perde”? – questionou Sarah. – Joe, você pode não perceber, mas só o jeito que ela te olha... Dá pra ver que ela realmente gosta de você. E eu sei que você ainda tem sentimentos por ela.

Joseph não respondeu. Ele não podia negar. Ainda pensava em Gwen. Mas depois de tudo que ela tinha feito ele já tinha certeza de que não queria mais nada com ela.

– Sarah, eu gosto de você. Estou com você agora. – ele falou, finalmente. Sarah suspirou.

– Eu também gosto de você. Gosto muito e tenho certeza disso, mas... Acho que você não. Acho que precisa de um tempo pra descobrir o que você quer.

– Eu já sei o que eu quero! Quero ficar com você! – protestou o garoto. A essa altura, os dois já estavam à beira das lágrimas. Sarah abriu um sorriso triste.

– Por enquanto... – começou a garota. – Acho melhor nós sermos só... Só amigos.

E dizendo isso, ela o beijou. Mas esse beijo não foi nada parecido com os outros. Foi um beijo triste, um beijo de despedida. Apesar disso, Joe não queria que acabasse nuca. E quando os lábios macios de Sarah se afastaram dos dele, ele quase implorou para que ela ficasse. Mas antes que ele pudesse fazer isso, ela se levantou do banco.

– Tchau Joe. – ela se despediu e saiu andando até o portão, onde o Volvo de sua mãe acabara de parar. Joe a observou entrar no carro e ir embora.

Enquanto isso, no salão de festa, Zac já estava cansado daquela líder de torcida. Eles estavam ali há mais de duas horas e a garota não parara de dançar nem de falar por nenhum minuto.

– Eu vou pegar um ponche, ok? Quer alguma coisa? – perguntou ele.

– Ah, não, obrigada. Mas volta logo! – disse ela, sorrindo e lançando-lhe um olhar esquisito.

Zac foi até a mesa onde estava o ponche e pegou um copo. Depois que terminou de beber, dirigiu o olhar para onde estava a sua acompanhante. Ela conversava com uma outra líder de torcida, perto da mesa onde estavam sentados. A verdade é que ele não queria ter ido com ela. Não queria ter ido com nenhuma outra garota, a não ser Alyssa. Mas ela tinha deixado bem claro que não queria nada com ele, então não havia mais nada que ele pudesse fazer. Involuntariamente, seus olhos procuraram por ela no salão cheio de gente. Demorou alguns instantes para que a achassem. À primeira vista, ela estava linda, como sempre. Mas, prestando mais atenção, não parecia nada bem. Estava um pouco pálida, ligeiramente esverdeada e enjoada. Zac pensou em ir até ela, mas antes que tivesse a chance, ela se levantou e, um pouco cambaleante, saiu andando. Zac teve um mau pressentimento a respeito daquilo. Resolveu ir atrás dela. Quando chegou ao pátio, encontrou Alyssa sentada na grama, parecendo extremamente fraca. Fraca demais para conseguir se levantar. Zac sentou-se ao lado dela.

– Ei Alyssa. Está tudo bem? Você parece um pouco mal... – perguntou ele.

– Não é nada, Zac. Eu só estou um pouco enjoada. Vim pra cá tomar um pouco de ar. Não precisa se preocupar. – ela disse, sem convicção. A verdade é que ela parecia estar fazendo um esforço enorme para responder.

– Tem certeza que está tudo bem? – ele insistiu.

– Tenho. – respondeu ela, após alguns instantes, com a voz fraca. – Mas, pode me fazer um favor? – Zac fez que sim com a cabeça. – Pode chamar a Jenna, lá dentro? Diga que eu estou um pouco enjoada e que vou pra casa.

– Tudo bem. Eu já volto. – ele entrou novamente no ginásio e procurou por Jenna. Ela estava próxima a mesa de bebidas, com o cara que deveria ser sue acompanhante. Ele foi até lá. – Jenna? – ele a chamou.

– Ah, oi, Zac. – cumprimentou a garota. – Viu a Lys por aí? Parece que ela sumiu.

– A Alyssa tá lá fora, no pátio. Ela tá um pouco enjoada. Disse que vai pra casa. – respondeu o rapaz.

– E você deixou ela sozinha? – perguntou Jenna, parecendo um pouco preocupada.

– Sim, ela disse que... – mas antes que Zac pudesse terminar a frase, Jenna puxou-o até o pátio, dizendo ao garoto que voltava logo. Quando chegaram ao pátio, Alyssa estava vomitando na grama.

– Ah meu Deus! – exclamou Jenna e correu para o lado da amiga. – Lys, o que aconteceu?

Alyssa parou de vomitar após alguns instantes, mas estava fraca demais para responder.

– Tem chiclete? – Zac ficou surpreso ao ver que Jenna se dirigia a ele.

– Ahn... – murmurou ele, um pouco confuso.

– De preferência de menta... – completou Jenna.

– Eu não sei... Um minuto. – Zachary procurou pelos bolsos de seu terno e acabou achando uma bala de hortelã. Tudo bem, não era a mesma coisa, mas talvez funcionasse. – Tenho uma bala de hortelã. Ajuda?

Jenna olhou para Alyssa, que assentiu com a cabeça. Jenna pegou a bala de Zac e deu para a amiga.

– Ahn, eu tô um pouco confuso... – admitiu o garoto.

– A Lys não tá bem. E chiclete de menta ajuda a conter o enjôo dela. – explicou Jenna, sem dar muitos detalhes. – Zac, pode pegar um copo d’água pra ela?

– Claro. – ele confirmou, voltando para o ginásio, apenas para pegar uma garrafa de água e voltar. Quando chegou novamente ao pátio, Alyssa já havia recuperado um pouco de sua cor. Ela conversava com Jenna e ainda parecia um pouco abatida, mas estava melhor do que antes. As duas pararam de falar assim que viram ele se aproximando. Alyssa pegou a garrafa de água e bebeu um pouco.

– Obrigada, Zac. – respondeu ela, com um sorriso.

– Tem certeza de que vai ficar bem? Não quer uma carona pra casa? Eu me explico pro Leo e... – começou Jenna, mas Alyssa a interrompeu.

– Eu vou ficar bem, Jenna. Vou chamar um táxi. Mas antes vou escovar os dentes. – disse ela, com uma careta. Os três riram levemente.

– Eu vou com você até o banheiro. – Zac se ofereceu.

– Não, Zac, é sério. Vocês dois já fizeram demais por mim hoje. Eu vou ficar bem.

– Eu insisto. – finalizou Zac. Alyssa corou e sorriu sem saber se ficava sem graça ou grata.

Jenna voltou ao ginásio, para falar com Leonard, e Zachary e Alyssa seguiram para o banheiro feminino. Alyssa pegou sua escova de dente, que ela havia colocado na bolsa, por precaução, e entrou no banheiro. Zachary esperou por ela do lado de fora. Depois de alguns minutos, Alyssa voltou.

– Obrigada, Zac. Por tudo. – disse ela, corando.

– Não foi nada. Tem certeza que não quer uma carona? Minha acompanhante não vai se importar. – afirmou o garoto. Por um segundo, ele achou que Alyssa havia feito uma careta, mas talvez fosse coisa da cabeça dele.

– Ah, não, tudo bem. Eu vou chamar um táxi. – ela repetiu o que havia dito há pouco para Jenna. – Bom, eu já vou. Até segunda, eu acho.

– Até. – ele se despediu, mas depois se lembrou de uma outra coisa. – Ahn, Alyssa? Posso te perguntar uma coisa?

– Claro. O que foi?

– Ahn... Como você acha que passou mal? Desculpe a pergunta, mas... Eu fiquei um pouco confuso. Não vi você comendo quase nada durante o baile.

– Eu não sei. Devo ter bebido ponche demais. – ela improvisou, rindo. – E eu, posso te perguntar uma coisa?

– Ah, claro. – confirmou Zac.

– Por que você veio com aquela líder de torcida?

Zachary hesitou. Depois de alguns segundos, ele suspirou.

– Escuta, eu... – começou ele, ainda um pouco hesitante. Se ele começasse a se declarar ali, para uma garota que não conhecia há nem sequer uma semana, havia uma grande probabilidade de ela se assustar. Zac respirou fundo e tomou coragem para continuar. – Alyssa, pode parecer estranho pra uma garota que eu acabei de conhecer, mas... Eu... Gosto de você. Gosto muito. E fiquei um pouco chateado, quando você recusou meu convite. Ou melhor, muito chateado. Eu convidei ela porque... Queria esquecer você. Afinal, você deixou bem claro que não queria nada comigo. Mas não é tão fácil quanto eu achei que fosse.

Alyssa ficou sem palavras.

– Zac, eu... – começou ela, mas o garoto a interrompeu.

– Eu sei, você deve estar me achando um idiota, né? Pode ficar tranqüila, eu não vou te incomodar mais. A gente se vê por aí... – e dizendo isso ele se virou para ir embora.

– Zac. – Alyssa o chamou.

– O que foi? – perguntou ele, virando-se para ela novamente. E então, inesperadamente, ela o beijou.

Enquanto isso, no salão, Mia e Eileen realmente se acabavam de dançar, ao som de Locked Out of Heaven, do Bruno Mars. As duas estava ali há horas e estavam se divertindo muito.

– Por mais que seja difícil admitir, você tinha razão, Mia. – disse Eileen, rindo. – Está mesmo sendo divertido!

– Eu não disse! – Mia se gabou, também rindo.

– Vou pegar um ponche! – anunciou a ruiva, dirigindo-se até a mesa de comidas e bebidas. Enquanto isso, Mia sentou-se na mesa onde as duas haviam deixado suas coisas. Para seu azar, uma figura cambaleante apareceu na sua frente: um Paul completamente bêbado.

– E aí, gata? – ele a cumprimentou. Mia pôde sentir seu bafo de álcool de longe.

– O que tá fazendo aqui, Paul? Dá o fora! – exclamou Mia, irritada.

– Qual é, gata? Não vai nem me dizer um “oi”? – perguntou ele. “Bêbado, ele é ainda mais insuportável do que normalmente”, pensou Mia. “Se é que isso é possível.”

– Tá legal. Oi! Cai fora!

– Vamos fazer um acordo? Eu dou o fora, mas antes... você me dá um beijo.

Mia riu audivelmente.

– Não sei o que você tomou, mas deve ser bem forte... – ela debochou.

– Qual é, gatinha? Só um beijo e eu te deixo em paz. – sugeriu Paul, aproximando-se ainda mais dela. Mia se levantou.

– Paul, põe uma coisa nesse seu cérebro de minhoca: se você fosse o último homem da face da Terra, eu viraria lésbica. – terminou Mia e saiu marchando em direção à Eileen.

Paul nem se deu ao trabalho de ir atrás dela. De repente, estava com uma enorme vontade de vomitar. E nem era por causa da bebida.

Do outro lado do salão, Jasmine, Brittanny e Isabella tentavam consolar uma Gwen inconsolável.

– E-ele n-nem v-viu a m-minha apresentação. – choramingava a garota.

– Gwen, esquece o Joe. Você é muita areia pro caminhãozinho dele. – aconselhou Isabella.

– É, Gwen. O Joe é um idiota. Vamos nos vingar dele. – sugeriu Brittanny.

– Logo, logo, ele vai perceber o que perdeu ficando com aquela rata de brechós oxigenada. – afirmou Jasmine.

Mas nada dava resultado. Gwen continuava no mesmo estado deplorável, não importava o quanto elas tentassem consolá-la.

– Tá legal. Pra mim já deu! – exclamou Jasmine. – Gwen, eu não posso fazer nada se você quer ficar na fossa. Se me dá licença, eu vou aproveitar o que resta da minha noite.

– Eu tô com você, Jas. – concordou Isabella. – Você vem, Britt?

– Não posso deixar a Gwen sozinha. É capaz dela querer se enforcar com as fitas. – disse a garota.

As outras duas riram, mas voltaram para a pista de dança logo em seguida. Naquele instante, Brittanny recebeu uma mensagem.

“Me encontre na parte de trás do ginásio. É importante. – Adam”

Brittanny não fazia ideia do que Adam queria. Ela sabia que os dois não podiam ser vistos juntos em público. Além disso, ele andava muito estranho nos últimos dias. Mas ele dissera que era importante então, ela decidiu ir ver o que era.

– Gwen, eu tenho que ir ao banheiro. É urgente. Se importa de ficar aqui sozinha? – perguntou ela, para Gwen, que continuava choramingando.

– Ah, eu vou com você...

– Não! – respondeu Britt, rápido demais. – Quer dizer, não precisa. Eu já volto. – ela se levantou e caminhou em direção ao banheiro. Quando percebeu que Gwen não estava mais olhando, mudou seu caminho. Adam estava esperando.

– Brittanny, nós precisamos conversar. – ele falou, seriamente.

– O que foi? Você parece um pouco preocupado. – perguntou a garota. Adam suspirou. Ele não queria ter que fazer aquilo, mas era sua única saída.

– Britt, nós... Nós precisamos terminar. – disse ele, sem conseguir olhar para ela nos olhos.

– O quê? Adam, eu não... – começou a garota, exasperada.

– Isso... Nós... Foi um erro. Isso nunca deveria ter começado. Nunca daria certo. Eu sou quase dez anos mais velho do que você. Eu nem mesmo posso te levar ao cinema ou a algum restaurante decente. Não posso nem mesmo segurar a sua mão em público ou...

– Eu não me importo!

– Mas eu sim. Não posso fazer isso com você. Você é uma garota incrível, Brittanny. Merece alguém melhor.

– Não importa o que eu penso? E se eu não quiser terminar? – disse ela, as lágrimas começando a escorrer pelo seu rosto.

– Só vai ser pior para nós dois. – ele falou. Adam, apesar da expressão claramente triste, estava bastante calmo. Calmo demais. E isso só deixou Brittanny mais irritada. Ela saiu do local pisando duro, deixando Adam falando sozinho. – Brittanny... – ele a chamou, com a voz fraca. Aquilo havia sido a coisa mais difícil que ele já fizera.

Brittanny saiu correndo, tentando segurar o choro, mas obviamente não estava conseguindo. Antes que ela pudesse ir até o banheiro, porém, alguém entrou em seu caminho.

– Britt? O que aconteceu? – perguntou Isabella. – Você não ia ficar com a Gwen? Espera, você tá chorando?

Brittanny fungou e enxugou as lágrimas com as costas da mão.

– Não, eu... Foi só um cisco. – ela tentou se explicar.

– Sei... – disse Isabella, desconfiada. – Vem, vamos até o banheiro. Sua maquiagem está um pouco borrada.

Brittanny lavou o rosto na pia do banheiro e depois refez sua maquiagem impecável.

– Pronto? – perguntou Isabella. – Agora, vamos voltar.

Brittanny suspirou. A última coisa que queria era ter que voltar para o baile e encarar todas aquelas pessoas sorridentes e irritantes, mas mesmo assim, assentiu e seguiu para fora do banheiro. Assim que pôs os pés no ginásio, a música parou.

– Infelizmente, pessoal, a festa está chegando ao fim! – anunciou o DJ. Houve protestos coletivos. – Calma, gente! Ainda tem uma última apresentação! Aplausos para Brittanny Hale!

Brittanny se assustou ao ouvir seu nome. Ela havia se esquecido completamente que teria que se apresentar. A últimas coisa que ela queria era ter que cantar aquela música na frente de toda aquela gente, principalmente sabendo que a única pessoa que ela realmente queria que ouvisse, não queria saber mais dela. A multidão se abriu para que ela passasse.

– Brittanny Hale, pessoal! – o DJ a chamou novamente. Brittanny respirou fundo e caminhou até o palco. A música lenta começou a tocar. Brittany pôde sentir os olhos castanhos e gentis de Adam encarando-a. Ela fechou os olhos, e começou a cantar.

You were in college working part time waiting tables
Left a small town, never looked back
I was a flight risk with the fear of falling
Wondering why we bother with love if it never lasts

I say can you believe it?
As we're lying on a couch
The moment I could see it
Yes, yes, I can see it now


As lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto novamente.

Do you remember, we were sitting there by the water
You put your arm around me for the first time
You made a rebel of a careless man's careful daughter
You are the best thing that's ever been mine


Brittanny olhou para a plateia. Jasmine e Brad dançavam abraçados, Isabella e Kayla dançavam com seus respectivos pares e Gwen ainda estava chorando no canto do ginásio. Tina e James não estavam ali, nem Joseph. Mas Matt estava. Estava sentado numa das mesas, sozinho. Observando Brittanny cantando e os outros casais dançando.

Flashforward and we're taking on the world together
And there is a drawer of my things at your place
You learned my secrets and you figured out why I'm guarded
You said we'll never make my parents mistakes

But we've got bills to pay
We've got nothing figured out
When it was hard to take
Yes, yes, this is what I thought about


Cantar aquilo doía mais do que tudo, mas mesmo assim Brittanny continuou.

You said I remember how we felt sitting by the water
And every time I look at you is like the first time
I fell in love with a careless man's careful daughter
She is the best thing that's ever been mine

Woah oh
Yeah, yeah, do you believe it?
Woah oh
We're gonna make it now
Woah oh
And I can see it, yeah, yeah
And I can see it now.


Ela terminou a música e recebeu os aplausos. Depois saiu do palco, enxugando as lágrimas do rosto. Várias pessoas pararam para cumprimentá-la. Ela agradeceu, com um sorriso no rosto, mas nunca sentira tanta vontade de chorar. Enquanto isso, Kayla se preparava para ir embora com seu acompanhante.

– Pronta pra ir, Kay? – perguntou seu parceiro, Jared, um jogador de futebol, alto e forte, de cabelos castanhos e olhos esverdeados.

– Claro, vamos. – confirmou. Os dois, de mãos dadas, saíram do ginásio.

– Eu vou pegar o carro. Pode me esperar aqui na porta da escola. – sugeriu Jared. Kayla assentiu. O garoto se dirigiu ao estacionamento.

– Hum... Um jogador de basquete. Achei que tivesse um gosto mais refinado, Kayla. – disse uma voz conhecida.

E quando Kayla se virou, lá estava Lisanna. Os cabelos cor-de-rosa estavam presos num rabo de cavalo, e ela usava um jeans de marca e uma camiseta branca de paetês, como se estivesse indo para uma festa.

– Pra sua informação, ele é jogador de futebol. E é muito divertido. E inteligente. – argumentou Kayla, na defensiva. – Não que eu esteja interessada, mas o que você tá fazendo aqui? Que eu saiba, a festa é só para os alunos.

– Tem razão.
– concordou Lisanna. – Mas eu tive que vir falar com você. Não está atendendo as minhas ligações, não responde as minhas mensagens. Kayla, eu sei o quanto é difícil se aceitar. Já passei por isso. Mas não pode se enganar pra sempre.

– Não estou me enganando, Lisanna. – disse a loira. – Sei muito bem o que eu quero. Eu quero ser popular. Ter amigos. “Me aceitar” – ela fez aspas no ar. – não vai me ajudar com isso.

– Escuta, Kayla... – começou Lisanna.

– Não, você me escuta. – interrompeu a outra garota. – Eu já passei por muita coisa com esse seu papo de “me aceitar”. Não tem nada pra aceitar. Eu não sou como você. O que aconteceu entre a gente foi só... Um acidente. Não vai acontecer de novo. Só me deixa em paz.

– Eu posso até fazer isso. – advertiu Lisanna. – Mas no fim, não importa o quanto você tente, sempre vai acabar voltando ao mesmo lugar.

Naquele instante, ouviu-se a buzina de um carro. O Miata conversível de Jared parou bem ao lado de Kayla.

– Pode entrar, Kay. – ele indicou a porta do carro, que ele acabara de abrir. Kayla se sentou no banco do carona e fechou a porta, sem nem sequer se despedir de Lisanna.

Dentro do ginásio, agora, só restavam alguns casais. Entre eles, Brad e Jasmine.

– Está pronta pra ir? – perguntou Brad.

– Só um minuto. – falou Jasmine, remexendo na bolsa. – Eu preciso retocar a maquiagem. Além disso, temos que esperar a Bells.

Brad tossiu, confuso.

– O quê? Como assim “esperar a Bells”? – indagou ele.

– O par dela teve uma emergência e teve que ir embora. Eu prometi que ia dar uma carona pra ela. – explicou Jasmine.

– Mas... Mas por que ela não pede uma carona pra Gwen ou pra Brittanny? – questionou o loiro, indignado.

– As duas já foram embora. Vamos lá, Brad, não vai te custar nada. – pediu Jasmine, com sua melhor cara de cachorrinho. Brad revirou os olhos.

– Tá legal. – ele cedeu, de má vontade. Naquele instante, Isabella apareceu.

– Ah, aí tá você, Jas. – disse ela. – Estava te procurando.

– Legal. Estava te esperando pra podermos ir, mas eu preciso retocar a maquiagem antes. – anunciou Jasmine. Depois se dirigiu a Brad. – Nós já voltamos.

Antes que Brad pudesse dizer alguma coisa, as duas saíram andando em direção ao banheiro. Isabella já ia entrando, mas Jasmine a impediu.

– O que foi, Jas? – questionou Isabella.

– Shhh, eu ouvi a voz do James. – sussurrou a loira.

– O que esse tarado está fazendo aí dentro?

– Está conversando com alguém. Escuta. – Jasmine colou a orelha na porta do banheiro, determinada a escutar cada palavra.

– Eu não tenho nada a ver com isso. – ouviu-se a voz de James. – A ideia não foi minha.

– Mas você já se envolveu. – disse a voz de Tina. – E se a Jasmine descobrir vai acabar com todos nós, inclusive com você, então é melhor fazer as coisas direito.

– A Jasmine não vai descobrir. – garantiu James – Mas não tenho ideia de como me fingir de namorado de uma maluca vai resolver o problema.

– Acha que eu tô feliz com isso? Fingir ser namorada de um tarado que só sabe falar sobre sexo e futebol. – Tina se defendeu.

– Ei, não desconta em mim. Isso foi tudo ideia do Brad.

Jasmine parou de escutar naquele instante, completamente chocada.

– Jas? – chamou Isabella, preocupada. – Você tá bem?

Jasmine demorou alguns segundos para responder.

– Eu preciso voltar pra casa.
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